Marítimo 2-0 Benfica | Águia cai com estrondo no Caldeirão

Até quando irá prolongar-se a série de maus resultados do Benfica? Esta segunda-feira, os (ainda) campeões nacionais perderam na deslocação ao reduto do Marítimo por 2-0, num duelo relativo à 29ª jornada da Liga NOS.

Com os golos de Correa e Rodrigo Pinho, o emblema da Luz caiu com estrondo no Caldeirão dos Barreiros e passou a contabilizar nas últimas dez jornadas, quatro desaires, outros tantos empates, apenas duas vitórias e complicou ainda mais as contas naquilo que concerne à revalidação do título. Caso vença o Paços de Ferreira, o FC Porto passará a ter mais seis pontos – e a vantagem no confronto directo. Do outro lado, a formação da ilha da Madeira conseguiu uma importante almofada na luta pela manutenção.

O jogo explicado em números

  • Olhando para o desaire ante o Portimonense (2-3), José Gomes procedeu a cinco alterações no “onze” dos insulares, com as entradas de Amir, Kerkez, Fábio China, Pedro Pelágio e Edgar Costa. Do lado dos visitantes, Jardel, Samaris, Chiquinho, Cervi e Carlos Vinícius foram as notas de destaque nas vagas de Rúben Dias, Gabriel, Taarabt, Rafa e Seferovic, respectivamente, se tivermos como ponto de referência a derrota caseira ante o Santa Clara (3-4).
  • Entrada a todo o gás. Logo ao terceiro minuto, Nuno Tavares cruzou com precisão e Chiquinho, em posição privilegiada, rematou, mas Amir foi lesto a sair dos postes e deteve o remate do camisola 19. Ocasião de ouro desperdiçada pelos lisboetas. Dois minutos volvidos, novamente Chiquinho, agora de longe, a testar os reflexos do guarda-redes que voltou a negar o golo ao adversário. Aos 6 minutos, na conversão de um livre directo, André Almeida atirou por cima do alvo. Dos três remates do Benfica, dois foram enquadrados. 
  • Um verdadeiro “eu show Amir”. Aos 17 minutos, o iraniano primeiro parou o remate de Carlos Vinícius, que já corria para festejar, e instantes depois, voou e defendeu o disparo de Pizzi. Nesta fase, havia registo para sete remates dos forasteiros – cinco dos quais enquadrados -, seis cruzamentos, 12 duelos ganhos (75%), 124 passes trocados e 70% da posse de bola. Por seu turno, o Marítimo ainda não tinha feito qualquer tentativa de remate, 65 passes feitos, quatro duelos ganhos e 29% de posse de bola.
  • Com dois remates, uma falta sofrida, uma eficácia de 89% nos passes e uma ocasião de golo gizada, Chiquinho, a jogar bem no espaço entre-linhas e a explorar a profundidade contrária, ia dinamizando o jogo “encarnado” e justificando a aposta de Bruno Lage.
  • Ao minuto 24, Rodrigo Pinho ainda marcou, mas o lance foi rapidamente invalidado por fora-de-jogo do dianteiro, que finalizou um excelente lance de Nanu, que tirou tudo e todos do caminho… O lance ajudou a equipa da casa a acalmar os ímpetos das “águias”.
  • Intervalo Os primeiros 25 minutos do Benfica no palco maritimista foram do melhor que já se assistiu nesta temporada por parte dos “encarnados”. Com processos simples, o conjunto orientado por Bruno Lage conseguia variar o centro de jogo com rapidez e fluidez e criou inúmeras oportunidade de golo, pecando apenas no momento da finalização. Amir, com uma série de excelentes intervenções, acabou por ser o principal responsável por ao intervalo o marcador registar um nulo. Amir foi o melhor jogador em campo nestes primeiros 46 minutos, com um GoalPoint Rating de 7.2, graças a cinco defesas de elevado grau de dificuldade, quatro das quais em tiros no interior da área.
  • No período pós-intervalo, nova vaga de sucessivas incursões ofensivas do Benfica, que continuou a tomar conta das rédeas do encontro, mas sem conseguir finalizar a preceito. Só nos primeiros 14 minutos da etapa final, foram três e seis cruzamentos. Já a equipa da casa ia recuando no terreno e tentando encontrar uma “nesga” para poder acercar-se da baliza de Vlachodimos e chegou a fazer um remate sem direcção. Aos 58 minutos, Rafa e Seferovic entraram em cena, substituindo Samaris e Carlos Vinícius. 
  • Ao minuto 65, André Almeida centrou com as coordenadas certas e Seferovic, com tudo para marcar, cabeceou ao lado e falhou uma flagrante ocasião para inaugurar a contenda. Este foi o 12º remate dos visitantes na partida, face aos dois que os anfitriões tinham realizado.
  • A finalizar uma excelente arrancada de Nanu, que galgou vários metros em progressão e ultrapassou como quis Zivkovic – que tinha acabado de ser lançado – e Ferro, Correa, ao segundo poste, atirou a contar e abriu a contagem aos 74 minutos no primeiro lance com princípio, meio e fim do Marítimo.
  • Quatro minutos depois, Nanu, qual moto, acelerou, deixou os defensores do Benfica de rastos, cruzou e novamente ao segundo descobriu um colega, desta feita Rodrigo Pinho, que apontou o quarto golo nos três últimos jogos e dilatou a vantagem para 2-0.
  • E em cima dos 90, em mais um contra-golpe, Joel aproveitou o deslize de Vlachodimos e atirou com toda a calma para o fundo das redes contrárias, porém o lance acabou por ser anulado por posição irregular do avançado camaronês. Em período de descontos, Dyego Sousa ia reduzindo a desvantagem, mas outra vez Amir voltou a dizer não e travou nova mexida no resultado. Instantes depois, Hélder Malheiro apito pela derradeira vez e finalizou o encontro.
  • Os vice-líderes do campeonato, que tinham marcado golos nas 23 partidas anteriores que fizeram fora de portas, ficaram em branco e somaram o 22º duelo em 40 no terreno do Marítimo em que não conseguiram vencer.

Rodrigo Antunes / Lusa

O melhor em campo GoalPoint

No cômputo geral, a exibição de sonho de Amir acabou por ter um peso considerável e valeu ao guarda-redes no duelo particular com o colega Nanu. Ao todo, o internacional iraniano alcançou sete defesas, seis no interior da área, dois alívios, 51 acções com a bola e cinco passes progressivos certos e, por isso, acabou por ser considerado o MVP do jogo um GoalPoint Rating de 8.3.

Jogadores em foco

  • Nanu 7.4 – Uma exibição notável no ala direito. Sempre seguro a defender, não obstante as constantes jogadas de Nuno Tavares e de Cervi, conseguiu dar conta do recado e, na recta final, guardou fôlego para dinamitar a partida e deixar em cacos a defensiva adversária. Foram duas assistências – Expected Assists (xA) de 1,1 -, uma oportunidade de golo criada, dois passes progressivos certos, seis dribles certos em sete tentativas e sete recuperações da posse.
  • Weigl 6.7 – Mais um bom jogo do médio alemão, que tem sido das poucas boas notícias do ninho da águia nas últimas semanas. O camisola 28 conseguiu dois remates enquadrados, não falhou qualquer dos 84 passes que fez, acertou dez passes longos, 12 progressivos, teve 103 acções com a bola, fez ainda sete recuperações e três desarmes.
  • Jardel 6.3 – De volta ao “onze”, após ter contraído uma lesão muscular no empate ante o Portimonense, foi titular, actuando do lado direito. Foi o jogador com mais acções com a bola – 105 -, fez 19 passes progressivos certos, outro máximo no duelo desta segunda-feira, e três intercepções.
  • Zainadine 6.2 – O porto seguro do Marítimo. O moçambicano foi mais uma vez o patrão da equipa, transmitindo segurança à equipa e ajudando a travar as acções adversárias. Contabilizou duas recuperações de posse, dois desarmes, nove alívios e bloqueou três remates.
  • Chiquinho 6.0 – Enquando esteve próximo da baliza adversária foi um tormento para os defensores, com constantes movimentações e combinações com Pizzi e André Almeida. Dos três tiros que fez, dois foram enquadrados, gizou dois passes para finalização e 46 acções com a bola.
  • Correa 5.1 – Esforçado, o argentino correu quilómetros, inaugurou o marcador no único remate que fez em 72 minutos.
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