Há mais de 100 aglomerados globulares na Via Láctea que podem ser a casa de “federações de extraterrestres”

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A maior proximidade dos planetas habitáveis nestes aglomerados tornaria muito mais fácil e rápida a comunicação entre os extraterrestres, mas também poderia ditar a sua extinção.

Algures na Via Láctea, existem grupos de populações antigas de estrelas agrupadas em aglomerados globulares onde não há novas estrelas ou supernovas a colapsar — mas podem existir planetas.

Segundo o Interesting Engineering, caso existam civilizações extraterrestres avançadas nestes hipotéticos planetas, seria muito mais fácil para eles comunicarem e viajar entre si, já que as distâncias entre as estrelas nestes aglomerados são muito mais pequenas do que no resto do espaço da nossa galáxia. Assim, seria fácil criar-se uma “federação extraterrestre” avançada.

No entanto, nem tudo são notícias promissoras, visto que a proximidade dos sistemas solares também poderia ditar o fim de qualquer civilização extraterrestre que habitasse um planeta dentro de um aglomerado globular.

Estes aglomerados contém alguns dos sistemas solares mais antigos conhecidos pelos cientistas e podem contem entre 100 mil e 1 milhão de estrelas dentro destas regiões em forma de esfera e que são incrivelmente densas. Há cerca de 150 aglomerados na Via Láctea que podem ter no mínimo 10 mil milhões de anos, de acordo com um estudo. A investigação ponderou a possibilidade destes sistemas antigos poderem ter planetas capazes de acolher não só vida inteligente, mas também civilizações avançadas.

“Estas civilizações poderiam ser imersas em ambientes estelares tão densos que as distâncias entre as estrelas poderiam ser tão pequenas como centenas ou milhares de unidades astronómicas (unidade equivalente à distância entre a Terra e o Sol): milhares de centenas de vezes mais pequenas do que as distâncias interestelares típicas no disco da Via Láctea, que acolhe o sol”, escreveram os autores do estudo.

O nosso vizinho estelar mais próximo é sistema Alpha Centauri, que está a cerca de quatro anos-luz de distância, o que significa que seriam precisos quatro anos para a sua luz chegar à Terra. No caso de aglomerado globular, a distância entre duas estrelas vizinhas seria muito mais curta, sendo que a comunicação poderia ser tão rápida que seriam apenas precisos 1600 minutos para se obter uma resposta, o que equivale a cerca de 27 horas.

Este é o cenário mais optimista. Segundo o estudo, o mais provável é que a comunicação dentro dos aglomerados demorasse semanas ou meses, mas mesmo assim seria bastante mais rápida do que noutras circunstâncias. A maior proximidade pode é ser decisiva em casos catástrofes que ameaçassem a existência das comunidades de extraterrestres, já que seria mais fácil o transporte para outros planetas.

Mas nem tudo são vantagens. Apesar da probabilidade de toda a federação alienígena desaparecer ser muito pequena, o risco de cada sistema solar individual colapsar e se destruir seria muito maior devido às anomalias gravitacionais causadas pela proximidade dos vizinhos. Colisões com asteróides com potencial apocalíptico, choques entre planetas e as estrelas ou outros cenários dignos de filme seriam muito mais prováveis nestes casos.

  ZAP //

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