A Terra “engordou” à custa dos planetas e pequenas luas que engoliu

Um estudo dos primeiros tempos de existência do planeta Terra provou recentemente que a contribuição dos planetesimais, ou protoplanetas, no desenvolvimento do nosso planeta é maior do que se acreditava anteriormente.

Uma equipa de cientistas liderada por Simone Marchi, cientista do Southwest Research Institute, no Colorado, EUA, usou um método computacional, conhecido como hidrodinâmica de partículas suavizadas, para simular um período violento da vida da Terra, imediatamente após a formação da Lua.

Segundo a revista Cosmos, a formação do planeta Terra e da Lua deu-se após a colisão de um protoplaneta, aproximadamente do tamanho de Marte, com outro protoplaneta do tamanho atual do planeta Terra.

Depois da colisão, a Terra foi bombardeada por planetesimais que, a partir de aglomerados de matéria interestelar, formaram rochas que variavam de tamanho: desde o tamanho de um grão de areia até rochas com mais de três mil quilómetros de extensão.

Os planetesimais desempenharam, assim, um papel fundamental na formação de planetas no sistema solar, já que, para além de terem acrescentado massa, acrescentaram também um conjunto de elementos, chamados “siderófilos”, que inclui ouro, platina e prata.

Modelos anteriores sugeriram que, quando os planetesimais atingiram a Terra, a massa se dispersou e acabou por se integrar no manto do planeta. Estimava-se que a matéria planetesimal representasse, aproximadamente, 0,5% da massa do planeta Terra.

No entanto, este novo estudo, publicado esta segunda-feira na revista Nature Geoscience, veio provar que a matéria planetesimal que constitui a percentagem da massa do nosso planeta é pelo menos cinco vezes maior do que a estimativa anterior: 2,5%.

Os cientistas acreditam que os planetesimais são diferenciados, tendo uma camada externa de silicato e um núcleo de ferro. Para descobrir como atingiram a Terra, estimaram os impactos, usando uma variedade de ângulos de entrada combinada com diferentes velocidades.

As experiências revelaram que os planetesimais não se fragmentaram perto da superfície do nosso planeta. Em vez disso, os seus elementos de ferro perfuraram o manto do planeta e atingiram o núcleo, aumentando assim a massa da Terra.

ZAP // Cosmos / RT

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