Se for culpado, “haverá consequências” para João Tilly, admite André Ventura.
O líder do Chega, André Ventura, admitiu esta sexta-feira retirar consequências do caso que envolve o deputado João Tilly, suspeito de um crime de participação na atribuição e obtenção de financiamento proibido.
Ventura referiu que se trata “de uma questão relacionada com a conta de Youtube” e que aconteceu antes de Tilly ser deputado e salientou que “o Chega nada tem a ver com isto, nem sequer foi chamado nem envolvido no processo”.
“É uma questão que tem uma natureza pessoal, dele próprio, e não era sequer deputado do Chega, e nem sequer o Chega foi chamado nem envolvido ao processo. Porém, como vocês já sabem, para mim as regras são sempre iguais, o deputado vai ser ouvido, ele próprio já me teve a oportunidade de explicar. […] Caso se chegue a essa conclusão, haverá consequências. Nós somos sempre muito claros e muito lineares nisso, seja quem for e seja que deputado for”, indicou.
“Hoje sou uma estrela nas televisões de esquerda”, diz o deputado, visto ao lado de um artigo da Renascença sobre o assunto, no último vídeo sobre o assunto intitulado de ” O 2º levantamento da imunidade parlamentar e outras histórias menos aberrantes”.
“Vamos ver o que corre em relação ao deputado João Tilly e no final sabem que eu estarei cá para fazer essa avaliação, sem nunca me refugiar em lugar nenhum”, acrescentou o líder do Chega.
Ventura foi questionado sobre o levantamento da imunidade parlamentar do deputado e disse que se tratou de “150 euros que foram monetarizados pela conta de Youtube”.
Num vídeo publicado na quinta-feira, o deputado confirmou que está em causa uma transferência de 150 euros em 2021, identificada como “donativo”, depois de ter disponibilizado uma conta bancária e um contacto de MBWay para quem quisesse “contribuir para o canal ou poder ajudar”.
“Esse dinheiro [foi] para o meu canal, não tem nada a ver com o partido”, disse.
Fonte ligada ao processo disse à Lusa que foi levantada a imunidade do deputado eleito pelo círculo de Viseu para que seja constituído arguido e interrogado como tal no âmbito de suspeitas de um crime de participação na atribuição e obtenção de financiamento proibido.
Em causa estará uma angariação de fundos para o partido, que terá sido promovida pelo deputado antes de ser ter sido eleito pela primeira vez, através de um vídeo na plataforma Youtube, na qual disponibilizou uma conta da sua filha.
De acordo com o Jornal de Notícias, o vídeo foi publicado em dezembro de 2021 e João Tilly partilhou as informações corretas do partido para donativos, mas indicou também o contacto da filha como alternativa.
ZAP // Lusa
é bom ver que a justiça funciona para alguns….. é pena ser cega e ignorante para outros parasitas