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Filme demasiado chocante de Hitchcock sobre o Holocausto esperou 70 anos para ser lançado

Reprodução / YouTube

"Memória dos Campos" é um filme produzido por Alfred Hitchcock em 1945 que apenas agora será oficialmente projetado.

“Memória dos Campos” é um filme produzido por Alfred Hitchcock em 1945 que apenas agora será oficialmente projetado.

“Memória dos Campos” é conhecido como o documentário nunca visto de Alfred Hitchcock sobre o Holocausto.  A película, realizada em 1945 para mostrar aos alemães as atrocidades nazis e vetada pelos aliados devido à brutalidade das suas imagens, está finalmente pronta para ser mostrada ao público. 

Em 1945, Alfred Hitchcock ficou em choque. O “mestre do suspense” ficou tão horrorizado ao ver as imagens da chegada das tropas aliadas aos campos de concentração, no fim da Segunda Guerra Mundial, que ficou uma semana sem conseguir voltar aos estúdios. Em seguida, empenhou-se na produção do filme, que editaria as imagens chocantes para mostrar aos alemães a dimensão dos horrores do Holocausto.

No entanto, as autoridades britânicas consideraram o filme tão forte que não permitiram o seu lançamento oficial. Numa época em que as potências vencedoras estavam interessadas em reconstruir a Alemanha, uma obra que  apontasse o dedo e atribuisse responsabilidades à população alemã em geral, de forma tão poderosa, não seria a melhor solução.

O jornal Independent conta que as bobines de “Memória dos Campos“, como se chamou a obra, ficaram durante anos armazenadas no Museu Imperial da Guerra. Em 1984, uma versão incompleta foi projectada no Festival de Cinema de Berlim. No ano seguinte, foi transmitida nos EUA, pela cadeia de televisão PBS, uma versão de baixa qualidade.

Foi apenas para os 70 anos da libertação da Europa do poder nazi, que se completam em 2015, que o museu decidiu restaurar o filme de forma a mostrá-lo, oficialmente, ao mundo.

Afinal, que filme é este?

São imagens da chegada das tropas aliadas aos campos de concentração, sendo recebidos pelos sobreviventes e, em seguida, recuperando os debilitados e encontrando os corpos dos que morreram por doença ou extermínios em massa.

Filmadas por soldados britânicos e soviéticos, as imagens revelam campos de concentração como Auschwitz, Bergen-Belsen (cerca de metade do filme), BuchenwaldDachau.

Toby Haggith, curador principal do Museu Imperial de Guerra, descreve ao Independent que um dos comentários mais comuns entre os que viram as primeiras versões do filme era que o filme “era terrível e brilhante, ao mesmo tempo”.

A ser transmitido na televisão britânica em 2015, as projeções do filme serão acompanhadas de um outro documentário, “The Night Will Fall“, de André Singer.

Veja aqui a versão incompleta do filme (contém imagens fortes):

 

Aline Flor, ZAP

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31 Comentários

  1. Roberto Kedoshim 18 Janeiro, 2014 às 21:16 -  Responder

    É completamente inadmissível que alguém duvide da historicidade da Shoah (Holocausto). E o soberano Estado Israel tem todos os motivos, históricos, estratégicos e diplomáticos, de desenvolver mecanismos de protecção para o seu povo. Por mais chocantes que possam ser, essas imagens devem ser difundidas. Para revelar o horror dos dias passados e despertar as consciências nos dias de hoje, de modo que não permitamos que isso venha um dia tornar a repetir-se.

    • Cidadão Preocupado 20 Janeiro, 2014 às 16:52 -  Responder

      É obsceno usar a Shoah para justificar a Nakba. O povo palestino não foi culpado pelo extermínio de judeus sob o nazismo, e ainda assim é usado como bode expiatório. Longa vida à causa palestina, longa vida ao presidente Assad, longa vida ao Hezbollah, longa vida à República Islámica do Irão!

      • Anibal 24 Janeiro, 2014 às 12:13 -  Responder

        Concordo Plenamente, o que os Judeus estão actualmente a mostrar é que são exactamente iguais aos Alemães da época.

      • Gabriel 26 Janeiro, 2014 às 23:04 -  Responder

        Realmente da muito nojo, ver como tem brasileiros ignorantes, que nunca tem lido nada sobre a Shoa, nunca terem lido nada sobre Judaísmo nem sobre o povo palestino, entrar a qui e vomitar o antissemitismo, da forma que alguns fazem. Da muita vergonha que um povo sem cultura, seja antissemita, e ainda fazendo comparação. Como disse aquele cidadão ”preocupado” e realmente obsceno ver ele escrevendo as obscenidades. Antes de vc se preocupar por Israel, e por Judaísmo, vc deveria se preocupar por ser mais culto e ler mais.

        • Izzi 29 Janeiro, 2014 às 16:21 -  Responder

          Gabriel, não existe povo sem cultura.

  2. remo 19 Janeiro, 2014 às 17:33 -  Responder

    Nao misture alhos com bugalhos; nao use o genocidio sofrido pelos judeus na Segunda Guerra como justiticativa para o que Estado israelense perpetra contra a indefesa população palestina.

  3. Junior 19 Janeiro, 2014 às 17:40 -  Responder

    É importante manter os palestinos sitiados e humilhá-los diariamente, pois fazendo o mesmo que os nazistas, os israelenses não esquecem seu passado.

    • Joao 20 Janeiro, 2014 às 8:58 -  Responder

      *Palestinianos, nazis e israelitas. Júnior escreves bem

      • Alfredo 20 Janeiro, 2014 às 10:24 -  Responder

        Atacar a ortografia em vez de discutir a essência. João, pensas bem.

      • Letícia 20 Janeiro, 2014 às 13:00 -  Responder

        João, você deve ter corrigido pela Ortografia de português de Portugal. Pois saiba que o modo como Junior escreveu é o correto aqui no Brasil.

        • Basaroco 11 Fevereiro, 2014 às 11:40 -  Responder

          Leticia Quer seja no Brasil em Portugal ou na China o português escreve-se sempre da mesma maneira.

  4. Joaquim 19 Janeiro, 2014 às 19:13 -  Responder

    O Holocausto é uma mancha muito negra na história recente da humanidade, mas a melhor forma de impedir que a história se repita é não repetir o que lhe deu origem. Na altura havia uma grande concentração de riqueza acima de tudo nas comunidades judaicas. Hitler usou esse facto de forma ardilosa mas usou. Ao mesmo tempo muitos passavam fome. Devemos hoje interrogar-nos: volta a haver grande concentração de riqueza nuns enquanto muitos passam enormes dificuldades? Se sim o mundo está de novo em risco de que se repita uma tragédia… Não podemos pedir ao lacrau que não morda (nem aos gananciosos que não enriqueçam à custa a do sofrimento dos outros) mas devem ambos estar preparados para as possíveis reações de quem foi lesado… E o problema é que essas reações costumam ser violentas e inaceitáveis mas aconteceram no passado. Já foi assim também com a revolução francesa e não podemos permitir que se repitam!

  5. Jamilsom Lourenco 20 Janeiro, 2014 às 11:01 -  Responder

    É importante lembrar que outros grupos sociais também foram perseguidos pelo regime nazista, por isso, foram levados aos campos de concentração. Os homossexuais, opositores políticos, doentes mentais, pacifistas, eslavos e grupos religiosos, tais como as Testemunhas de Jeová, também sofreram com os horrores do Holocausto. Dessa forma, podemos evidenciar que o holocausto estendeu suas forças sobre todos aqueles grupos étnicos, sociais e religiosos que eram considerados uma ameaça ao governo.

  6. João Luis 20 Janeiro, 2014 às 12:19 -  Responder

    O Holocausto foii horror,- não só do século XX, mas tambem de outras eras.
    Os pobres habitantes dos guetos silesianos, judeus pobres que não puderam fugir,, ciganos, e tambem os contrários à ideologia do Reich,- como intelectuais, artistas e livres pensadores. O nazismo foi uma invenção para defender o CAPITAL, ameaçado pelo regime soviético.. Antes da 2ª guerra, antes de Hitler, jazia a população alemã após a guerra de ’1914, na miséria – a fome era geral, extrema, tendo havido até caso de canibalismo. E enquanto isso na Russia acontecia a vitoria bolchevique anti-capitalista, que a seguir avançava sobre a Ucraina, Os judeus ricos da Polonia e da Alemanha fugiam para a America do Sul e para os EEUU. A seguir houve grande injeção de capital da Alemanha, – então sob risco eminente de virar satelite soviático. A injeções de dinheiro criaram às pressas uma Alemanha com super ndústrias, Olimpíoadas,, exército uniformizado, desfiles públicos musicados, – tudo de forma impositiva, e com um títere carismático que atuava com gestos e discursos decorados perante as massas deslumbradas… Enquanto isso a Gestapo prendia judeus pobres, gente de todas nacionalidades, padres, freiras. Os superiores oficiais do exército que souberam da verdade e manifestaram oposição ao nazismo e a Hitler foram todos assassinados em suas próprias casas. Só os pobres e sem patente militar eram enviados aos campos de extermínio: comerciantes judeus e não judeus, estudantes, artistas, jornalistas, ciganos morreram em condições crueis. O número pode ter ultrapassado 6 milhões, sendo que as pessoas de etnia judaica eram em número à volta de 3 milhões e 600 indivíduos. A guerra contra o nazismo teve ajuda do regime soviético, que ficou então com a “Alemanha Oriental’ ,…até a Perestroika.

  7. Marta Borges 20 Janeiro, 2014 às 15:10 -  Responder

    O Holocausto nos ensina o quanto o poder sem-freios-sem-limites pode nos levar a horrores. A vida nada vale… um corpo esquálido, sem vida… é apenas algo que deve ser descartado, sem culpa, sem remorso, sem respeito… que tristeza quando a humanidade fica cega pelo poder. Maldito poder!!!

  8. angel 21 Janeiro, 2014 às 0:33 -  Responder

    Quando o estado de Israel foi reconhecido novamente, sim novamente, porque aquela terra nunca deixou de ser de israel, a palestina foi dividida, e não ficou num pedaço de terra jogados como estão hoje. Depois da divisão todos os paises arabes, inclusive a palestina foram atacando israel, como na guerra arabe-israelense, a guerra dos 06 dias,a guerra de suez, a Intifada, enfim, várias delas, e todas iniciadas pelos árabes e vencidas pelos judeus, que com o tempo foram se apropriando dos territórios que ganharam com a guerra, por isso que a palestina está onde está agora. Os árabes são tão unidos, não vejo nenhum vizinho ajudando os palestinos, todos vivem nas mesmas ruinas.Outra coisa, muitos morreram na segunda guerra mundial, morreram 18 milhoes de russos, lutando, e 6 milhoes de judeus queimados, com tiros a queima roupa, atrocidades em crianças, meus bizavos, irmaos deles, todos foram mortos pelos malditos nazistas!!!

    • ZIV 28 Janeiro, 2014 às 11:07 -  Responder

      Existe um grande interesse econômico/político na questão palestina, pois eles recebem verdadeiras fortunas todos os meses e uma minoria chamada política vive exatamente destes recursos enquanto a população está na miséria. A própria Arabia Saudita e outros grupos ligados ao Hezbolah (Irã) doam verdadeiras fortunas. Os Palestinos são os primeiros a demonstrar desinteresse em qualquer acordo de paz, ou partilha de territórios, pois não querem perder a “mamata”

  9. JLA 21 Janeiro, 2014 às 13:05 -  Responder

    ” Quando o eco das suas vozes desaparecer , nós pereceremos ” Andre Malraux

  10. Fábio 22 Janeiro, 2014 às 0:55 -  Responder

    Esse documentário de fato é por demais chocante. É sofrível ter consciência de tudo quanto este povo passou. Isso nos mostra quão monstruosos podemos ser afastados de Cristo Jesus.

  11. rosinha spiewak brener 26 Janeiro, 2014 às 16:38 -  Responder

    Como o mundo se calou?

  12. Flor De Liz 27 Janeiro, 2014 às 9:17 -  Responder

    Todos criticam o “antigamente” esquecendo que a angela markel está a fazer o mesmo que o hitler fez, mas de maneira diferente e com todos os paises da europa.Estamos a sofrer um novo genocidio mundial atravez dela. E se a europa sofre os estados unidos tambem vão sofrer.

  13. Flor De Liz 27 Janeiro, 2014 às 9:31 -  Responder

    Uma Barbaridade

  14. José Gonçalves Cravinho 10 Fevereiro, 2014 às 11:47 -  Responder

    As Autoridades inglesas proibiram a exibição do Filme para não chocar o Povo alemão mas afinal o chanfrado do Hitler,a Tropa SS e a camarilha Nazi não estavam sós,êles tinham dezenas de milhões de alemães,quiçá a maioria do Povo alemão que os apoiavam de braço estendido.

  15. LULUZINHA 10 Fevereiro, 2014 às 21:51 -  Responder

    Na verdade os outros grupos sociais foram pra disfaçar o ódio contra os judeus nem se compara a quantidader dos judeus que foram assassinados.

  16. Zé Povinho 11 Fevereiro, 2014 às 12:22 -  Responder

    Infelizmente estamos a trilhar um caminho, para uma repetição ! …

  17. Jaine Silva 18 Fevereiro, 2014 às 1:43 -  Responder

    COmo as pessoas aqui são ignorantes….Esse video não mostra só judeus ,ciganos, homossexuais ,doentes mentais mostra seres humanos,vitima de um governo desumano…Não vamos comparar as pessoas sendo elas da Palestina ou de Israel o que acontece na 2°Guerra tem que ser lembrado pelas pessoas que foram vitimas de um governo sujo.MUITAS PESSOAS SÃO VITIMAS DO SISTEMA.

  18. Leandro 25 Fevereiro, 2014 às 3:21 -  Responder

    O ser humano parece ter sempre sido assim. Esse episódio foi inaceitável, e há também inúmeros outros casos terríveis na história. Os africanos são escravizados há séculos. A América Latina foi dizimada literalmente. A escravidão chinesa das últimas décadas, que atualmente, banca boa parte da mão-de-obra barata do planeta. Quem gosta de ser escravizado? Quem gosta de ser usurpado e ferido? Quem gosta de ver seu povo sendo morto? Precisamos começar a mudança hoje, em nós mesmos. Aceitarmos as diferenças alheias com paciência e respeito. Pensar 2 vezes antes de ofender alguém. Se colocar na pele do outro, de maneira vívida. Com ações internas e externas mais éticas, vamos, aos poucos, criando uma nova realidade. Perdoar, talvez, seja uma das primeiras e grandiosas lições que precisamos aprender. Quem pode mudar o mundo inteiro sozinho? Mas, posso mudar a mim mesmo. Fazê-lo, parece ser a maior e mais sangrenta batalha do universo.

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