Recife de coral descoberto no sul de Itália

Uma equipa de biólogos encontrou um recife de coral no mar Adriático, ao largo da comuna italiana de Monopoli, na região de Puglia.

A descoberta foi divulgada na revista científica Nature a 5 de março e entusiasmou as autoridades italianas que esperam aumentar o turismo na região.

Com uma extensão de 2,5 quilómetros e uma profundidade entre 30 e 55 metros, esta barreira de coral é maior do que a maior parte das que se encontram nas Maldivas e que são o habitat de dezenas de espécies marinhas. Este recife é classificado como mesofótica, por apresentar cores mais claras uma vez que recebe menos luz, explica a revista Nature.

Giuseppe Corriero, diretor do departamento de biologia da Universidade de Bari, que liderou a equipa de investigadores, disse, citado pelo Expresso, que não descarta que existam outros recifes de corais no mar Mediterrâneo a maior profundidade. O investigador espera confirmar esta hipótese em próximas expedições.

Estima-se que os recifes de corais ocupem menos de 0,1% dos oceanos e estão cada vez mais ameaçados face às alterações climáticas.

Recentemente, um enorme manto de água poluída oriunda das recentes inundações que se registaram no nordeste da Austrália penetrou em partes da já debilitada Grande Barreira de Coral, o maior recife de coral do mundo.

As águas poluídas, que se teme que contenham nitrogénio e outros adubos, têm-se expandido em recifes de coral situados a cerca de 60 quilómetros do litoral.

A Grande Barreira, lar de 400 tipos de coral, 1.500 espécies de peixes e 4.000 variedades de moluscos, começou a deteriorar-se na década de 1990 devido ao duplo impacto do aquecimento da água do mar e ao aumento da sua acidez pela maior presença de dióxido de carbono na atmosfera. A Grande Barreira é Património Mundial da UNESCO desde 1981.

Já no Japão, mais de 70% do maior recife de coral do país, situado no sudeste do arquipélago, morreu em 2016 devido ao aumento da temperatura das águas.

As águas em redor do recife, situado em frente à ilha de Ishigaki, no arquipélago de Okinawa, registaram uma média de dois graus superior ao habitual, causando a descoloração dos corais.

O fenómeno meteorológico El Niño, que causa o aumento das temperaturas da superfície do mar, contribuiu para o branqueamento dos corais em todo o mundo em 2016, incluindo alguns dos maiores recifes protegidos da Austrália, Tailândia ou Maldivas.

ZAP //

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