Dentes fossilizados revelam que os primeiros mamíferos estavam longe de ter sangue quente

John Sibbick / University of Bristol

Representação artística dos primeiros mamíferos.

Os primeiros mamíferos eram mais como répteis de sangue frio e o sangue quente só apareceu muito mais tarde, concluiu um novo estudo.

Sangue quente é uma das principais características que levaram ao sucesso dos mamíferos à medida que evoluíram para se espalharem na selvagem e maravilhosa coleção de animais que conhecemos hoje.

Mas um novo estudo, publicado esta semana na revista científica Nature Communications, que envolveu a análise raio-X de centenas de dentes fossilizados, sugere que os primeiros mamíferos eram mais como répteis de sangue frio, e que o sangue quente só apareceu muito mais tarde.



O sangue quente ajuda-nos a manter a temperatura corporal independentemente do ambiente, permitindo-nos recolher alimentos à noite e em climas frios, e ajuda-nos a permanecer ativos por mais tempo do que os nossos parentes de sangue frio. No entanto, exatamente quando, por que e como isso evoluiu ainda é pouco compreendido.

Sabemos por minúsculos fósseis de ossos e dentes que os mamíferos evoluíram pela primeira vez há mais de 200 milhões de anos e tinham muitas das características que associamos aos mamíferos. Mas a fisiologia desses animais é difícil de estimar usando métodos tradicionais, já que os órgãos normalmente não são fossilizados.

O novo estudo oferece um vislumbre da fisiologia dos primeiros mamíferos, graças a imagens pioneiras de raio-X para contar anéis de crescimento nos dentes e medir o fluxo sanguíneo nos ossos. Embora tenha sido previamente assumido que mesmo os primeiros mamíferos eram de sangue quente, este estudo sugere que eles ainda tinham um caminho a percorrer antes de desenvolver o sangue quente e os seus benefícios que desfrutamos hoje.

Maior longevidade e metabolismo lento

Pela primeira vez, os cientistas estimaram a expectativa de vida dos primeiros mamíferos. Isto foi possível graças à análise de centenas de dentes fossilizados encontrados no sul do País de Gales de dois pequenos mamíferos, Morganucodon e Kuehneotherium, da época do Jurássico Inferior.

A análise permitiu contar as linhas de crescimento anual preservadas nos dentes, quase como os anéis de árvore usados para estimar a sua idade.

A contagem de anéis nos dentes fossilizados dos mamíferos deu uma vida útil de 14 anos para o Morganucodon e nove anos para o Kuehneotherium. Surpreendentemente, a expectativa de vida é significativamente maior do que os de mamíferos de tamanho comparável dos dias de hoje, cuja expectativa de vida selvagem raramente excede dois a três anos. Isto sugere um metabolismo dramaticamente mais lento.

PARTILHAR

RESPONDER

Pegadas provam que as Américas foram povoadas milhares de anos antes do que pensávamos

Investigadores descobriram evidências da presença de humanos nas Américas: pegadas com, pelo menos, cerca de 23.000 anos. A nossa espécie começou a migrar para fora de África há cerca de 100.000 anos. Além da Antártida, as …

Jerónimo assume que CDU ficou "aquém", mas não é "determinante para a política nacional"

Jerónimo de Sousa reconhece que os resultados da CDU, nas eleições autárquicas, ficaram "aquém" dos objectivos, mas alerta que não são "determinantes para a política nacional" e rejeita a hipótese de deixar a liderança do …

Geringonça à direita... ou à esquerda? Com Moedas e Medina taco a taco, IL e Bloco entram em jogo

Freguesia a freguesia, eis como Fernando Medina e Carlos Moedas estão a disputar a eleição para a Câmara de Lisboa. As sondagens dão um empate técnico e a Iniciativa Liberal já manifestou que está disponível …

Liveblog Autárquicas. PS com 89 câmaras, PSD com 42

Realizam-se este domingo Eleições Autárquicas em Portugal, nas quais está em jogo a eleição de 308 presidentes de câmaras municipais, os seus vereadores e assembleias municipais, bem como 3091 assembleias de freguesia. Acompanhe tudo no …

Autárquicas: PS reivindica vitória e acredita que ganha em Lisboa

O secretário-geral adjunto do PS reivindicou hoje vitória do seu partido nas eleições autárquicas, dizendo que irá vencer em número de câmaras e de freguesias, e manifestou-se confiante no quinto triunfo consecutivo em Lisboa. Esta posição …

Autárquicas: Santana reconquista a Figueira e fala numa "proeza sem igual"

Primeiras projeções nas eleições autárquicas na Figueira da Foz dão a vitória a Pedro Santana Lopes, com 41 a 46% dos votos e 4 a 5 mandatos. Segundo a projeção da RTP, na Figueira da Foz, …

Autárquicas: PS segura Almada

Aposta da CDU em Maria das Dores Meira, atual autarca de Setúbal que atingiu o limite de mandatos naquele concelho, parece não ter sortido os efeitos desejados. O Partido Socialista deverá, segundo as primeiras projeções, conseguir …

Autárquicas: Coimbra muda de mãos com maioria absoluta de José Manuel Silva

Segundo as primeiras projeções desta noite, o ex-bastonário da Ordem dos Médicos e candidato do PSD, José Manuel Silva conquista a Câmara Municipal de Coimbra, com margem confortável Segundo a projeção SIC, José Manuel Silva obterá …

Autárquicas: Rui Moreira reeleito no Porto, mas com maioria em risco

A sondagem ICS-ISCTE, divulgada pela SIC, projeta uma vitória confortável de Rui Moreira no Porto. A sondagem indica que o atual autarca terá entre 39,2 e 44,2%. De acordo com as primeiras projeções, o resultado obtido …

Autárquicas: Sondagens dão empate entre Medina e Moedas em Lisboa

As primeiras projeções da SIC dão um empate entre o presidente da Câmara, Fernando Medina, e o candidato do PSD, Carlos Moedas. O resultado é ainda incerto. Também a projeção RTP/Universidade Católica dá resultados muito próximos …