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Porto quer declarar guerra às gaivotas. “É uma questão de saúde”

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Vários organismos reclamam que é necessário tomar medidas para controlar o excesso de gaivotas nas zonas urbanas, que se tem tornado num problema de saúde pública.

São várias as queixas na zona do Porto por incidentes com gaivotas, que relatam problemas de excesso de ruído, sujidade e comportamentos agressivos. A sua excessiva reprodução tem infestado a cidade com estas aves, mas o problema está longe de ser algo recente.

Já em 2008, o então presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, alertava para um problema com o excesso de gaivotas na cidade. Por essa razão foi criado um protocolo com a Universidade do Porto, que previa o estudo do problema para tentarem perceber como o poderiam solucionar.

O Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR) da Universidade do Porto ficou encarregue de fazer um estudo e apresentar medidas para o controlo da população de gaivotas. Como tal, em 2011, o CIIMAR apresentou três soluções possíveis.

No relatório a que o jornal Público teve acesso, a primeira medida seria a “eliminação ou redução da disponibilidade de alimento”. A segunda hipótese era a “colocação de dispositivos físicos de proteção” e, por fim, a terceira seria a implementação de “dispositivos sonoros“, que dispersariam as aves.

Sem medidas concretas tomadas, a Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, onze anos depois, é a primeira a dar um passo no combate ao problema. Para tal, foram disponibilizados 22 mil euros para o Plano de Ação para a Monitorização e Controlo da População de Gaivotas na Área Metropolitana do Porto.

Um projeto que inclui medidas junto de aterros sanitários, bem como a destruição de ovos, descreveu hoje o presidente. Apesar disso, não foram reveladas quais as medidas concretas que vão ser tomadas.

As gaivotas já são um problema de saúde pública e este plano já tem um carácter urgente porque em causa também está a segurança pública. A proliferação das gaivotas está a atingir proporções enormes. Temos de intervir rapidamente. E neste momento admito que só as cidades de primeira linha avancem, mas mais cedo ou mais tarde as outras também vão aderir”, referiu Eduardo Vítor Rodrigues.

“O plano não inclui nenhuma estratégia de envenenamento. O espaço público está salvaguardado. Esta é uma solução integrada. Não valia a pena fazer na Póvoa de Varzim e deixar Vila do Conde de fora ou envolver Gaia e não os Municípios abaixo”, referiu o autarca.

Já a proposta descreve que os primeiros aderentes a este plano são o Porto, Vila do Conde, Póvoa de Varzim, Matosinhos, Espinho e Vila Nova de Gaia, tendo Eduardo Vítor Rodrigues revelado que Santo Tirso também já estabeleceu o compromisso de aderir ao projeto.

O pré-estudo sobre este tema já foi entregue à AMP e agora os Municípios vão contratar o estudo final e definir a abordagem no terreno. Isto porque o primeiro estudo remonta ao ano de 2011 e está já desatualizado com a realidade atual.

  ZAP // Lusa

2 Comments

  1. Como seria uma paz Celestial se assim como achar soluções para acabar com as gaivotas o homem deveria mais que uma urgência achar soluções também para acabar com as criminalidade a pobreza principalmente com os ladrões que apoderaram-se do planeta cada qual subindo em pedestal e revelando-se aos menos capazes este pedaço do mundo vai ser controlado pela minha astúcia. E assim passamos a sermos controlados por Satanases.

  2. Engraçado. Os mais corajosos e grandiosos marinheiros não gostam de gaivotas, animais selvagens e companheiros dos mesmos marinheiros, mas de pombinhas tão lindas e espalhadoras de pragas ao longo da história da humanidade aí já até se alimentam. E a muita porcaria que estes bichos produzem não faz mal. É tão lindo
    Se as gaivotas tivessem alimento no mar e zonas onde aninhar onde não haja urbanização seguramente não invadiriam as cidades

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