Polónia vs Portugal | Lei lusa na Liga das Nações

Mário Cruz / Lusa

Portugal venceu pela segunda vez em dois jogos no Grupo 3 da Liga das Nações e soma mais cinco pontos que Polónia e Itália, estando muito perto de vencer o agrupamento e apurar-se para a “final four” da competição.

Os campeões da Europa realizaram uma excelente exibição precisamente na Polónia, em especial na primeira parte, e venceram por 3-2. Não fosse o desperdício de algumas situações claras de golo e o resultado teria assumido uma dimensão pouco habitual.

O Jogo explicado em Números

  • Jogo muito tranquilo de Portugal no primeiro quarto-de-hora, a dominar a posse de bola (59%) e a controlar uma Polónia que entrou apostada em criar perigo logo no arranque. Os homens da casa remataram duas vezes (uma enquadrada) nesta altura, mas era um futebol apenas de intensidade, com pouca calma para pensar o jogo.
  • No entanto, na sequência de um pontapé de canto, aos 18 minutos, os polacos marcaram mesmo, ao terceiro remate, por Krzysztof Piatek, a cabecear ao segundo poste apesar da proximidade de inúmeros jogadores de Portugal.
  • A formação das “quinas” não se deixou afectar com o golo, mantendo o seu estilo de jogo. O problema estava na concretização, pois por volta da meia-hora registava sete remates, mas nenhum enquadrado, contra os dois com boa direcção dos polacos, em três tentativas. Contudo, ao oitavo, os campeões da Europa marcaram mesmo.
  • Aos 31 minutos, Pizzi desmarcou-se bem na direita, levantou a cabeça e serviu André Silva. O ponta-de-lança do Sevilha foi mais rápido que a defesa contrária e, na pequena área, só teve de encostar para o 1-1.
  • O golo de André Silva não constituiu tentação para Portugal recuar no terreno. A formação lusa continuou a dominar e chegou mesmo a empurrar a Polónia para a sua grande área nos últimos instantes do primeiro tempo, com jogadas consecutivas de perigo. Não espanta, portanto, o 2-1.
  • Aos 42 minutos, Rúben Neves fez um passe longo para a velocidade de Rafa, o extremo português isolou-se, mas Kamil Glik, na ânsia de afastar a bola, fez um corte para dentro da sua própria baliza. Um tento que colocava justiça no marcador.
  • Excelente exibição de Portugal no primeiro tempo. A formação das “quinas” apenas soçobrou num pontapé de canto, um erro que custou o golo inaugural da partida, pelo goleador Piatek.
  • Tirando isso, os campeões europeus dominaram sempre, com uma posse de bola de 56% baseada num futebol pensado, tranquilo e adulto, e com um ataque que pecou apenas na pontaria – apenas três remates enquadrados em 12 tentativas, contra os dois da Polónia em três.
  • O melhor em campo nesta fase era André Silva, com um GoalPoint Rating de 6.1, fruto de um golo em quatro remates, dois passes para finalização e os dois duelos aéreos ofensivos ganhos.
  • E o arranque do segundo tempo não poderia ter corrido melhor. Logo aos 52 minutos, Bernardo Silva galgou metros de fora para dentro, deixou alguns adversários pelo caminho e, à entrada da área, em zona frontal, rematou forte. Lukasz Fabianski ainda tocou no esférico, mas este entrou mesmo. O 3-1 surgiu, assim, logo ao primeiro remate luso na etapa complementar.
  • Nesta altura, Portugal resguardou-se um pouco, talvez cedo demais, e os polacos assumiram a iniciativa. À passagem da hora de jogo os homens da casa registavam 53% de posse de bola, mas sempre sem incomodar verdadeiramente Rui Patrício.
  • Jogo de qualidade de William Carvalho. O “trinco” do Bétis somava, por volta dos 70 minutos, uma assistência em três passes para finalização e 43 passes certos em 46 tentativas. Mário Rui dava nas vistas graças aos quatro desarmes e aos dois bloqueios de cruzamento e somava, igualmente, dois remates.
  • Portugal começou, aos poucos, a perder o controlo das operações e a Polónia acabou por reduzir aos 77 minutos. A bola chegou a Jakub Blaszczykowski na esquerda do ataque e este, com um “vólei” muito colocado, reduziu para 3-2. Um tento ao quinto remate anfitrião na segunda parte, apenas o primeiro enquadrado, numa altura em que Portugal ainda tinha mais bola (51%).
  • Aos 84 minutos, Renato Sanches isolou-se, ultrapassou o guarda-redes e rematou, para um golo quase certo, mas Tomasz Kedziora recuperou e, em cima da linha, evitou o quarto de Portugal. Nesta altura a formação lusa somava quatro disparos no segundo tempo, todos com boa direcção.
  • Com o aproximar do final do jogo, Portugal voltou a assumir o domínio absoluto, com trocas de bola seguras que atingiram, nesta altura, os 86% de eficácia, número referente à segunda parte. Registo para o facto de Portugal, após os dois golos polacos, nunca ter perdido a calma e ter encontrado sempre forma de voltar a controlar as operações.

O Homem do Jogo

Vários jogadores de Portugal exibiram-se a um bom nível. Mas só um leva a distinção de MVP.

André Silva foi o melhor em campo na Polónia, com um GoalPoint Rating de 6.9, fruto do golo que marcou, em cinco remates, mas também a outras acções ofensivas de relevo.

O ponta-de-lança do Sevilha criou duas ocasiões flagrantes de golo em quatro passes para finalização e participou em oito duelos aéreos ofensivos, tendo ganho, contudo, apenas dois deles.

Jogadores em foco

  • Mário Rui 6.7 – Excelente partida do jogador do Nápoles, em especial a defender. O lateral-esquerdo foi o jogador mais interventivo na partida, com 90 acções com bola, completou as suas duas tentativas de drible e somou 13 acções defensivas, com relevo para os quatro desarmes e os quatro bloqueios de cruzamento.
  • Bernardo Silva 6.5 – O médio do City realizou uma partida de grande qualidade. Não só esteve muito bem a definir, como foi inteligente a flectir para o meio e abrir canais para as subidas de João Cancelo pelo flanco direito. Bernardo fez um golo, num belo lance individual, fez três passes para finalização, acertou 45 dos 49 passes que fez e foi eficaz em duas de três tentativas de drible.
  • William Carvalho 6.3 – O médio esteve em todo o lado. Aos quatro passes para finalização, o ex-Sporting juntou uma assistência para golo, 93% de eficácia de passe e recuperou sete vezes a posse de bola.
  • Pizzi 5.6 – O benfiquista foi muito importante na gestão da posse de bola e no passe no último terço, durante a primeira parte. Para além de dois remates, o brigantino fez a assistência para o golo de André Silva e completou 88% dos seus passes.
  • Grzegorz Krychowiak 6.4 – O “trinco” do Lokomotiv foi o melhor da selecção da casa, tendo trabalho extra para travar o “miolo” luso. Ao todo recuperou nove vezes a posse de bola, ganhou os três duelos aéreos defensivos e somou dez acções defensivas, metade das quais foram intercepções.

Resumo

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