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“Tirou leite de pedra”. Palmeiras de Abel Ferreira na final da Libertadores 21 anos depois

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César Greco / Palmeiras

Abel Ferreira é treinador do Palmeiras.

O Palmeiras, comandado pelo treinador português Abel Ferreira, qualificou-se na terça-feira pela quinta vez para a final da Taça Libertadores em futebol, apesar de ter perdido por 2-0 na receção ao River Plate, na segunda mão das meias-finais.

Depois do triunfo por 3-0 na Argentina, na primeira mão, os brasileiros quase perderam a vantagem, ao sofrerem dois golos, marcados pelo paraguaio Robert Rojas, aos 29 minutos, e o colombiano Rafael Santos Borré, aos 44.

O conjunto brasileiro, que ganhou a prova pela única vez em 1999, sob o comando do ex-selecionador português Luiz Felipe Scolari, e que foi finalista vencido em 1961, 1968 e 2000, vai defrontar na final o vencedor da eliminatória entre Santos e Boca Juniors, em 30 de janeiro, no Maracanã, no Rio de Janeiro.

Antes da partida, centenas de adeptos do Palmeiras reuniram-se para acompanhar o segundo jogo da semifinal da Taça Libertadores da América contra o River Plate. Na porta do estádio do Palmeiras, em São Paulo, os adeptos aglomeravam-se em clima de festa, com fogo de artifício e “gritos de guerra” entoados ao som de tambores e muita música.

Muitos não usavam máscara de proteção facial para evitar a infeção pelo novo coronavírus, doença aparentemente ofuscada pela paixão dos ‘palmeirenses’ pela equipa branca e verde, fundada por imigrantes italianos em 1914, em São Paulo, e que ao longo dos anos se tornou uma das maiores forças do futebol brasileiro.

Em declarações à agência Lusa, os adeptos do Palmeiras disseram estar otimistas com a vitória contra o River Plate e deixaram muitos elogios ao trabalho de Abel Ferreira.

Elogios a Abel Ferreira

Matheus Lopes de Lima, de 31 anos, contou estar com a melhor expectativa possível. “Hoje dentro de casa [no estádio do Palmeiras], com o elenco que temos, é só esperar, será mais uma vitória e seremos campeões invictos, se Deus quiser”, disse.

Sobre Abel Ferreira, Matheus frisou que o técnico mudou o esquema tático da equipa do Palmeiras para melhor. “O Palmeiras antes, com o Vanderlei Luxemburgo, jogava muito mais recuado. Agora com o Abel Ferreira a equipa joga muito mais compacta, a defesa ajuda, ataca junto. Ele chegou para mudar o elenco de jogadores. Há pouco tempo ele chegou e já fez esta mudança”, avaliou o adepto.

Tainá Feliciano Camargo, de 25 anos, era outra adepta da equipa de São Paulo que estava na frente do estádio antes da partida. “Eu decidi vir aqui porque assistir [a]o jogo em casa não dá. Nesta reta final da Libertadores não tem como assistir em casa. Acho que o Palmeiras hoje leva e vamos para a final”, frisou a ‘palmeirense’.

“Ele tirou leite de pedra, em nosso time [equipa] não estávamos acreditando mais, não acreditávamos em nenhum título neste ano, e o Abel [Ferreira] veio para mudar tudo isto. Estamos muito confiantes com ele. Estamos agradecendo o facto de ele vir para o Palmeiras e acreditar na nossa equipa. Estamos muito felizes com o Abel, ele é um bom técnico”, acrescentou Tainá Feliciano Camargo.

Santos e Boca Juniors decidem esta quarta-feira no Estádio Vila Belmiro, em Santos, o segundo finalista, na segunda mão das meias-finais, depois do empate a zero no La Bombonera, em Buenos Aires.

  ZAP // Lusa

2 Comments

  1. Aqui são vulgares, mas chegam ao Brasil e tornam-se “estrelas”!
    Não será melhor os brasileiros começaram a “enxergar” que os técnicos deles é que estão desactualizados e não são os outros que são os supra-sumos??!
    Não foram eles – a maior parte! – que votou em Bolsonaro?!
    Pois… esclarecido.

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