O novo Presidente da Coreia do Sul quer abolir o Ministério da Igualdade de Género (e ser mais duro com o Norte)

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prachatai / Flickr

Yoon Suk-yeol, Presidente da Coreia do Sul

Yoon Suk-yeol derrotou o seu adversário liberal, Lee Jae-myung, na disputa presidencial mais renhida da Coreia do Sul desde que o atual sistema eleitoral foi adotado em 1987.

Yoon Suk-yeol é conhecido pela sua posição rigorosa contra a corrupção. O agora Presidente da Coreia do Sul herda um país que luta contra o aumento dos preços da habitação, o desemprego juvenil e a crescente ameaça nuclear da vizinha Coreia do Norte.

Consolidar o país, colmatar uma grave divisão política e trazer estabilidade a uma economia prejudicada pela pandemia são outras das tarefas do Presidente eleito.

Yoon prometeu ainda romper com a política liberal do Presidente cessante, Moon Jae-in, num capítulo em que dará certamente início a uma nova era de políticas mais conservadoras, especialmente no que diz respeito a questões de género.

Segundo a VICE, uma das suas ambições é a abolição do Ministério da Igualdade de Género e da Família formado em 2001 para estabelecer políticas relacionadas com o género e prestar apoio às vítimas de abuso doméstico e sexual. Yoon considera que trata os homens como “potenciais criminosos“.

O Presidente também prometeu introduzir penas mais pesadas para aqueles que fazem falsas alegações de agressão sexual e negou que os atuais sistemas políticos e sociais beneficiem injustamente os homens.

Kwon Soo-hyun, presidente do grupo cívico Korea Women’s Political Solidarity, considera que Yoon “não está a mostrar quaisquer sinais de que irá trabalhar na promoção da igualdade de género“, e isso preocupa-o.

No âmbito da segurança nacional, Yoon quer construir uma tecnologia para lançar um ataque preventivo à Coreia do Norte, caso surja a necessidade. Esta posição marcaria uma mudança drástica da do Presidente Moon, que promoveu o uso da diplomacia com o seu vizinho para atenuar as tensões.

Yoon também planeia cooperar com os Estados Unidos para responder à crescente intimidação nuclear da Coreia do Norte.

  ZAP //

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