Estudo mostra que não estamos assim tão preocupados com a possível extinção da Humanidade

Um estudo da Universidade de Oxford mostra que as pessoas não estão assim tão preocupadas com a extinção da Humanidade na sua totalidade.

Investigadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, publicaram um estudo na revista Nature, em julho, que mostra que, ao ter em conta os fenómenos naturais, a probabilidade de toda a nossa espécie se extinguir pode ser tão alta quanto um em 14.000 (embora seja provavelmente mais próxima de um em 87.000).

Em outubro, uma outra equipa da universidade britânica publicou um estudo sobre a extinção humana na revista científica Scientific Reports. A conclusão? As pessoas não estão assim tão preocupadas com a extinção da Humanidade, escreve o site Futurism.

Os investigadores questionaram mais de 2.500 pessoas dos Estados Unidos e do Reino Unido para classificar três cenários do melhor ao pior: “nenhuma catástrofe importante”, “uma catástrofe que destrói 80% da população” e “uma catástrofe que causa a total extinção humana”.

Como seria de esperar, a maioria classificou a hipótese “nenhuma catástrofe” como a melhor e “a total extinção humana” como a pior. No entanto, quando lhes foi pedido que pensassem quão má seria cada possibilidade, a maioria das pessoas ficou mais incomodada com a possibilidade de perder 80% da Humanidade do que perder tudo.

Porém, quando os cientistas mudaram todo o cenário para se concentrar numa espécie animal, os inquiridos viram a perda de todas as zebras do mundo muito pior do que a possibilidade de perder 80% das zebras.

De acordo com o mesmo site, os participantes concentraram-se muito nas vidas humanas perdidas no cenário dois — e como as mortes podem afetar os que sobreviveram — e não na perda da Humanidade como um todo.

Por outras palavras, tendemos a pensar num mundo sem zebras como mais trágico do que um mundo em que a maioria destes animais morre. Mas, para a Humanidade, a maioria das pessoas pensa o contrário.

Porém, houve uma forma de fazer com que estas pessoas considerassem a perda de toda a sua espécie como exclusivamente má: os investigadores só tiveram de dizer-lhes que a Humanidade estaria a perder uma longa existência futura “melhor do que atualmente em todos os aspetos possíveis”.

“As pessoas vão ter uma grande influência sobre o que vamos fazer [no que respeita às ameaças da extinção humana num futuro próximo]. Portanto, é importante saber como as pessoas pensam”, afirmou recentemente Stefan Schubert, co-autor do estudo, à Vox.

ZAP //

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