Está explicado porque não devemos lavar loiça à mão

Lavar a loiça à mão pode parecer-nos mais higiénico e até mais económico. No entanto, os especialistas discordam: afinal, lavar a loiça na máquina não só é mais limpo, barato e ecológico, como nos pode poupar quase 10 dias por ano.

Por norma, assumimos que não importa quão avançada seja a nossa tecnologia, pois as máquinas nunca serão capazes de substituir as nossas habilidades.

Lavar a loiça, por exemplo, é uma dessas tarefas. Mais de 150 anos depois da construção da primeira máquina em 1850, muitos de nós ainda continuamos a lavar a loiça à mão. Ou então, pelo menos, tendemos a passar os pratos por água antes de os colocar na máquina de lavar.

De acordo com as estatísticas, as máquinas de lavar loiça modernas são mais rápidas, higiénicas e muito melhores para o ambiente do que alguma vez seremos. Talvez, esta seja a hora de ceder e deixar as máquinas de lavar loiça assumir o controlo.

Ainda há o mito que a lavagem da loiça à mão é mais higiénica e melhor para o ambiente, principalmente se conseguirmos encher uma pia com loiça de toda a família. No entanto, uma pesquisa demonstrou que esta já não é a melhor forma. Lavar a loiça na máquina não só é mais barato, como também é muito mais eficiente a nível de água e energia.

“Embora seja possível usar menos água e energia na lavagem de pratos à mão, esta situação é extremamente improvável”, disse Jonah Schein, coordenador técnico de casas e prédios do programa WaterSense da Agência de Proteção Ambiental, referindo-se às máquinas certificadas pela Energy Star.

“Para lavar a mesma quantidade de pratos que podem caber numa única carga de uma máquina de lavar loiça e usar menos água, precisamos de ser capazes de lavar oito colocações completas e ainda limitar o tempo total em que torneira está aberta em menos de dois minutos”, acrescenta.

Steven Nadel, diretor executivo do Conselho Americano para a Eficiência e Economia Energética, vai ainda mais longe, explicando que é totalmente desnecessário passar a loiça por uma primeira lavagem antes de a colocar na máquina. Nas máquinas modernas, não é preciso fazer mais nada além de retirar os restos de comida.

“As máquinas de lavar antigas, genericamente, não deixavam os pratos muito limpos, a menos tivessem passar por uma pré-lavagem” no entanto, as novas máquinas de lavar loiça “não têm esse problema. Quase todas as máquinas atuais têm sensores que, dependendo da sujidade dos pratos, ajustam o modo de lavagem. Ou seja, no fim, os pratos vão ficar limpos”, disse Chris Mooney ao The Washington Post em 2015.

Além disso, as máquinas de lavar loiça podem também disparar jatos de água altamente controlados a 60 graus Celsius – coisa que as nossas mãos nunca conseguirão fazer -, embora os especialistas considerem que só seja necessário lavar a 48 graus.

Na verdade, e de acordo com o Consumer Reports, pré-lavar os nossos pratos pode significar um desperdício de mais de 22 mil litros de água por ano.

Já o programa da Energy Star concluiu que entregar todas as tarefas da lavagem de loiça a uma máquina economiza-nos 230 horas, quase dez dias por ano.

Os dados foram validados por um vasto grupo de especialistas – incluindo o Consumer Reports, Energy Star da Agência de Proteção Ambiental, Conselho de Defesa dos Recursos Naturais, Conselho Americano para a Eficiência e Economia Energética – que acreditam que o melhor é mesmo deixar a máquina fazer o seu trabalho.

A questão é: o que faremos com todo o tempo livre que acabamos de descobrir?

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28 COMENTÁRIOS

  1. E onde entra em consideração o tempo que se perde a colocar e tirar a loiça? E a lavar novamente as coisas que ficam mal lavadas?
    Mais, a nível ecológico, onde entra em consideração o lixo que máquina se “transforma” depois de avariada? E o impacto ambiental de a fazer?
    Parece-me um estudo encomendado por fabricantes de máquina de lavar.
    Em famílias que “enchem” (ou quase) uma máquina por dia, até pode ser útil e pratico. Mas não venham com a parte ecológica.

    • Mesmo assim isso nem se compara com o tempo que é perdido a lavar loiça à mão… e também tem de a retirar do escorredor e arrumá-la…
      Se acha que para si é inútil, tem bom remédio: continue a lavar à mão.

      • Não perco tempo quase nenhum a arrumar do escorredor, pois a maior parte é usada no dia seguinte, enquanto que na máquina, tenho que “acumular” loiça para optimizar o seu uso. Logo, não posso usar o mesmo método.
        Estamos num país livre. E acho que em muitos casos justifica o seu uso, apesar de, além do que mencionem anteriormente, também danificar muitos dos utensílios usados em casa.
        Desnecessário, será “passar a sua receita do remédio” pois será óbvio pelo meu comentário que o faço há muitos anos, com bom grado.

        • Sim, daí ter dito que se é inútil para si, continue a lavar à mão 😉
          Se a quantidade de loiça é pequena, mais vale lavar à mão, mas já vi pessoas a lavar 3 pratos que gastam mais água do que uma máquina gasta para lavar uma máquina cheia…

        • Concordo inteiramente consigo Pedro! E percebo o seu ponto de vista. Sem querer misturar “alhos com bugalhos” (e até porque sei que me vão já caír em cima! ahahahahaha), é como a BIMBY, até faz Cozido à Portuguesa, pasme-se! Feitios… 🙂

  2. Estudo nitidamente encomendado por fabricantes de MLL. Cá em casa, principalmente na Primavera/Verão/Outono, previligio a lavagem manual, pois gasto menos água e principalmente energia, pois como tenho solar térmico, o aquecimento da água é grátis. Depois, como o meu lava-loiça tem duas cubas, numa lavo e na outra passo a loiça, sem água corrente. Os ditos estudos devem ser feitos com a água a correr, e aí concordo, gasta mais água e energia. Aliás, até a MLL recebe água quente do solar, pelo que só parte da energia para aquecer a água tem de ser adicionada, pois a máquina já recebe água pré-aquecida.

    • Resposta nitidamente proferida por quem não tem a minima noção. As atuais máquina são muitissimo mais eficientes e higiénicas que a lavagem manual: utilizam mais eficientemente o detergente (tem um ciclo longo de lavagem porque estao a reutilizar a água muito tempo), gastam menos água e lavam melhor.

      • É, tem razão! Como não sou eu que lavo a loiça, nem eu que pago as contas, nem eu que faço a gestão, não sei. Quero lá saber desses estudos. Tenho as evidências, além de que o detergente da MLL é bem mais caro que o manual. Acorda, pá!

      • Concordo e discordo, por vezes louça fica com cheiro estranho, há quem diga que é do ovo ou de alimentos com ovo, para mim é pouca água para a sujidade que lá está.
        Máquina moderna não é sinónimo de eficiência ,algumas apenas gastam menos água e menos energia; e em última instância o objectivo é que a loiça fique bem lavada o que não acontece nestes casos.
        As máquinas de lavar roupa padecem do mesmo problema, por vezes as roupas se não levarem um perfume na lavagem ficam com cheiro a “formigas”.
        É como tomar duche sem água e muito sabão ou perfume. Há indivíduos a circular por aí com esse “cheirinho”

      • Ainda dou mais uma sugestão aos ditos especialistas que fizeram o estudo. Se adicionarem um equipamento termostático ligado à centralina da máquina, com entrada de água quente e água fria (óbvio que as electroválvulas terão de estar preparadas para receber água quente) que permita a ligação a instalações solar térmicas, aí sim, podem dizer que têm equipamentos eficientes. De outra forma, são apenas equipamentos que gastam menos energia, mas sem recorrer a energia renovável. Não faço pesquisas regulares, mas tanto quanto é do meu conhecimento, nenhum fabricante até à data teve o discernimento de desenvolver um equipamento com estas valências. Se no início um equipamento com estas caracterísiticas poderia ser algo caro face a um convencional, com a democratização tornar-se ia mais acessível e preferível pela amortização rápida atingida com a poupança em energia eléctrica na resistência (onde é consumida cerca de 90% da energia da lavagem.

  3. Falando na parte ecológica, o Sr. Pedro lava a roupa num tanque? É que a máquina de lavar roupa também se “transforma” em lixo depois de avariada, e também terá algum impacto ambiental de a produzir..

    • Só que no caso da MLR, esta pode lavar à temperatura da água da rede, ou a 30º, ou a 40º. Bem mais eficiente no que ao consumo de energia diz respeito. Os programas das MLL, no mínimo usam 50ºC de temperatura. Para elevar a temperatura da água da rede, desde os 15º (Inverno) ou 18/19º (Verão) até à temperatura de lavagem, faça as contas. Dia sim, dia sim, a consumir essa energia, dá uma pipa de massa ao fim do mês.

      • Então e lavar a loiça à mão não utiliza energia para aquecer a água também? Ou lava a loiça com água fria? Não venha com a questão do solar térmico, porque a maior parte do comum mortal ainda não o tem, principalmente quem mora em habitações mais antigas quando ainda não era obrigatório..

        Eu já fiz as contas, e poupo muito mais lavar a loiça na máquina (2 adultos + 1 criança) em energia (uso o bi-horário e lavo à noite) e água, do que a lavar à mão, por não falar no tempo que se poupa.. Tive uns meses sem máquina de lavar loiça e não via a altura de a voltar a ter.

        • Lavo a loiça, à mão, com água quente, óbvio. E tal como disse no meu 1º comentário, como disponho de solar térmico, aproveito essa energia para não dispender com energia eléctrica na máquina, além de utilizar nos banhos e na roupa, quer para a lavagem quer para o enxaguamento. Energia essa que de outra forma se perderia, pois ss depósitos de acumulação, apesar de isolados térmicamente, têm perdas térmicas, que equivale a dizer kWh. Também tenho bi-horário desde sempre, que equivale a dizer à 19 anos a esta parte, e sempre com os custos controlados. Como desde à um ano e 2 meses disponho também de um painel fotovoltaico para auto-consumo, chego a conseguir, nos meses de sol, um rácio de 75% de energia em vazio e 25% de enrgia consumida em horário cheio/ponta. Claro, as máquinas só trabalham em período de vazio, por razões óbvias. A essa poupança, acrescento, como já disse anteriormente e volto a repetir, a uilização da água quente proveniente do solar térmico. Claro quem não possui solar térmico, e mais ainda não vive em moradia, tem que jogar com os dados que tem. Ainda assim, quem vive em apartamento, depende das situações, porque poderia analizar a sua situação específica e verificar a possibilidade de instalação de um sistema destes. O custo é elevado, sim, mas a prazo compensa, além dos benefícios ecológicos que se atingem.

  4. Azar o meu pois de duas máquinas de lavar loiça e não foram assim tão baratas, em pouco tempo acabaram por avariar, além disso loiça riscada e perca de brilho também lhes deu tempo para isso, solução lavagem à mão, quanto à receita aqui aplicada parece ter vindo de alguém interessado no negócio.

  5. Pois eu muito gostaria de poder utilizar a máquina de lavar louça em todas as ocasiões, já que detesto lavar à mão. No entanto a máquina de lavar tem inúmeras limitações:
    – Não lava tachos, frigideiras, louça de forno e outra “artilharia” mais pesada e/ou volumosa;
    – Como não há louça para encher a máquina diariamente, não se mete na máquina a louça que se prevê necessitar com frequência como facas, conchas, espátulas, colheres de pau e em geral toda a louça auxiliar ao processo de cozinhar;
    – Como não há louça para encher a máquina diariamente, é preciso sim fazer a tal pré-lavagem antes de enfiar a louça na máquina, de outra forma a sujidade fica muito ressequida e depois não sai, já para não falar no cheirinho cada vez que se abre a máquina;
    – Perde-se muito tempo a “jogar tetris” com a louça suja de modo a optimizar o enchimento mas sem condicionar a lavagem de nenhuma das peças, e mesmo assim é rara a máquina em que não haja louça mal lavada, que depois tem que ser lavada à mão…
    Portanto, há sempre muita louça para lavar à mão e a máquina pouco se aproveita por muito que se queira. Aliás, a máquina de lavar louça é o electrodoméstico mais sobrevalorizado de todos face a tantas limitações, e por isso não me admira nada que tanta gente ainda o dispense.
    A mim por favor avisem quando houver máquinas de lavar louça a sério.

  6. A maquina de lavar louça foi uma boa invenção eu uso regularmente uma maquina cheia de dois em dois dias e quando tenho a família toda é uma por dia,cada casa é um caso não aceito que alguém diga se faço bem ou mal eu quero assim,no que diz a economia eu tenho o meu método,em minha casa a água já entra aquecida na máquina assim poupo muita energia,e aqueço a agua de uma forma ecológica e sustentável vivo numa moradia e por isso posso utilizar o meu método toda água quente utilizada em minha casa, não utilizo energia fóssil nem eletricidade tenho uma poupança de pelo menos 30 euros o mês no aquecimento da água,enquanto à eletricidade tenho três painéis fotovoltaicos uso as máquinas nas horas de sol podemos programar na hora que queremos hesistem automatismos para isso,bi-horário não quero,claro nada cai do céu se poupo por um lado tenho que trabalhar por outro e fazer investimento, lavar muita loiça á mão sem luvas a mim faz -me mal á pele e com luvas não gosto.

    • Eu não lavo a louça. Como sempre na mesma suja. É mais ecológico e há quem diga também um pouco mais porco. Mas cada um é como é…

  7. Lavar à mão: 2 bacias de água + detergente + gás para aquecer água durante poucos minutos + mão de obra para esfregar, pôr e tirar.
    Lavar na máquina: mais de 2 bacias de água + detergente + eletricidade durante 2h + mão de obra para limpar, pôr e tirar + 300 € para a máquina.
    É só fazer as contas, o pi é 3,14, já dizia o outro ilustre.

  8. Para lavar à mão a louça diária de uma pessoa, perde-se no mínimo uns 15 minutos/dia. Se juntar a louça toda e lavar na máquina uma vez por semana demora 1h30 e poupa-se 1h45 de precioso tempo.

  9. isto pareçe uma pré primaria,cheio de crianças a fazerem birra para ver quem tem razao,,,opah cambada nao tem nada que fazer?estao se a chatear por uma maquina de lavar pratos? que idiotiçe junta.

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