Líbano vive segunda noite de protestos violentos devido à crise económica

O Líbano registou a segunda noite de protestos violentos depois de a libra libanesa sofrer uma forte queda em relação ao dólar na quinta-feira, apesar das medidas financeiras anunciadas pelo Governo para equilibrar o câmbio.

Em Beirute, na noite de sexta-feira para sábado, os manifestantes queimaram pneus e cortaram estradas, além de liderar confrontos contra as forças de segurança, em incidentes que causaram, pelo menos, onze feridos em duas partes da capital, segundo publicou a Cruz Vermelha Libanesa na sua conta do Twitter.

Os protestos, iniciados na quinta-feira após a taxa de câmbio do mercado negro subir acima de 5.000 libras libanesas para um dólar, continuaram pela segunda noite consecutiva, apesar das medidas anunciadas, na sexta-feira, pelo primeiro-ministro libanês, Hasan Diab, para enfrentar a situação.

O Banco Central injetará dólares no mercado de divisas, na segunda-feira, para reduzir a paridade para abaixo de 4.000 libras para cada unidade da moeda dos Estados Unidos, enquanto uma célula de crise de alto nível será formada para acompanhar a evolução financeira e monetária e tomar decisões.

Alguns manifestantes carregavam bandeiras do país e faixas nas quais continham frases anti-governamentais como “Todas as pessoas estão com fome, vocês estão cegos e nada é suficiente para encher-vos a barriga“, referindo-se à grave crise económica e ao aumento da inflação.

“No nosso país há clientelismo, pobreza, altos índices de analfabetismo e desemprego, temos de nos lembrar que estas pessoas conseguem armas, ecstasy ou qualquer outro tipo de droga com muito mais facilidade do que dinheiro, comida ou diploma”, denunciou, numa declarações à agência de notícias EFE, o manifestante Mohammad Draihi.

O homem, que participa nos protestos na cidade de Trípoli, no norte do país, explicou que as medidas do Governo para impedir a depreciação da libra “não devem nem ser chamadas de decisões”. “Paramos de acreditar neles há muito tempo”, concluiu.

Em outubro passado começaram meses de manifestações diárias, motivadas pela grave crise económica e que terminou com o Governo de Saad Hariri.

Então, os bancos começaram a restringir a retirada de dólares no país, onde, desde 1997, a taxa de câmbio oficial e principal com o dólar é mantida numa faixa quase fixa entre 1.507,5 e 1.515.

A 7 de março, o Líbano declarou, pela primeira vez na sua história, que estava a suspender os pagamentos da dívida externa, pois não conseguiu pagar 1,2 mil milhões de dólares em eurobonds.

  // Lusa

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