Herdeiro do império Samsung condenado a dois anos e meio de prisão

Kim Hee-Chul / EPA

O herdeiro da Samsung, Lee Jae-Yong

Um tribunal em Seul condenou o herdeiro do império Samsung a dois anos e meio de prisão no novo julgamento pela participação no esquema de corrupção da ex-Presidente sul-coreana.

O Tribunal Superior de Seul decidiu impor esta pena a Lee Jae-yong por ter subornado Choi Soon-sil (amiga da ex-Presidente sul-coreana), apelidada de “Rasputin”, como parte de uma vasta rede de favores que escandalizaram o país e desencadearam a saída de Park Geun-hye do poder e a sua consequente condenação.

Lee já tinha sido condenado a cinco anos de prisão, em agosto de 2017, por subornos destinados a obter tratamento favorável das autoridades, desviar fundos, ocultar bens no estrangeiro e cometer perjúrio.

Contudo, em fevereiro de 2018, um tribunal reduziu a sua pena e permitiu-lhe sair da prisão, mas um tribunal superior decidiu acusá-lo novamente. A acusação tinha pedido nove anos de prisão para o herdeiro da Samsung no novo julgamento, de forma a dar o exemplo neste caso de grande visibilidade.

O empresário está também a ser julgado por outro tribunal de Seul sob acusações de fraude contabilística e manipulação de preços de ações alegadamente cometidas durante a controversa fusão de duas empresas do grupo em 2015.

Várias irregularidades são atribuídas à fusão de 2015, incluindo um alegado crime de fraude contabilística destinada a consolidar a posição de liderança de Lee pouco depois do seu pai, o presidente do grupo, Lee Kun-hee, ter sofrido um ataque cardíaco que o deixou em coma até à sua morte em outubro de 2020.

Na passada quinta-feira, o Supremo Tribunal da Coreia do Sul confirmou a pena de prisão de 20 anos para a ex-Presidente Park, acusada de corrupção e abuso de poder.

Primeira mulher eleita para o cargo no país, Park tinha sido condenada em 2018 a 30 anos de prisão. Os tribunais viriam a reduzir a pena a 20 anos de prisão, na sequência de uma série de recursos da defesa.

O Supremo Tribunal aprovou igualmente as multas a pagar pela antiga chefe de Estado, de 21,5 mil milhões de won (16 milhões de euros). Park foi ainda condenada a dois anos de prisão por infrações às leis eleitorais. Se cumprir integralmente as duas penas, a ex-Presidente terá mais de 80 anos quando for libertada.

  ZAP // Lusa

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