“Acabou a festa”. Itália fecha portos a navio de migrantes

(dr)

A Itália fechou todos os seus portos aos cerca de 310 migrantes resgatados no Mediterrâneo pela ONG espanhola Proactiva Open Arms, declarou este sábado o ministro do Interior italiano, Matteo Salvini.

“Para os traficantes de seres humanos e para os que os ajudam, a festa acabou“, anunciou no Twitter o ministro do Interior italiano, Matteo Salvini. Malta foi o primeiro país a recusar os refugiados.

A ONG afirma que havia, entre os migrantes, uma mulher e o seu filho, nascido numa praia da Líbia, que foram levados para Malta de helicóptero. O resgate ocorreu na sexta-feira, segundo anunciou o fundador da ONG, Oscar Camps.

“24 horas depois da nossa chegada ao Mediterrâneo, a Open Arms acaba de resgatar duas embarcações em risco de naufrágio. Mais de 200 pessoas, incluindo homens, mulheres grávidas, crianças e bebés”, revelou Oscar Camps no Twitter.

Mais tarde, a ON anunciou o resgate de uma terceira embarcação com 29 mulheres, cinco crianças e 56 homens a bordo.

Depois de ter anunciado que os portos italianos estavam fechados, Salvini publicou uma foto do seu pequeno almoço, com uma mensagem. “Espero não ofender nenhum jornalista ou professor de esquerda, comentou Salvini.

Também no Twitter, Oscar Camps respondeu à mensagem de Salvini. “Como tudo na vida, as suas mensagens um dia terão um fim. Mas daqui a algumas décadas, os seus descendentes vão ter vergonha do que fez e disse“.

A organização espanhola publicou entretanto um vídeo onde mostra alguns dos migrantes socorridos. “Se vocês pudessem sentir o frio que eles passam, seria mais fácil compreender a urgência. Nenhum porto para desembarcar, Malta recusa-se a dar-nos comida. Isto não é um Natal”, afirma a ONG.

Os barcos humanitários operam nesta região apesar da dura oposição de Matteo Salvini, que os acusa de favorecer os traficantes de pessoas.

A ONG alemã Sea-Eye anunciou também na sexta-feira à noite a partida de Algeciras, no sul da Espanha, de uma nova embarcação, o Professor Albrecht-Penck, em direcção à costa líbia. Uma parte dos 18 membros de sua tripulação é composta por antigos voluntários do Aquarius, navio que, nos últimos meses, desencadeou uma crise diplomática entre os Estados europeus e encerrou definitivamente as suas atividades no início de dezembro.

ZAP // RFI

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10 COMENTÁRIOS

  1. Tem alguma lógica porque esta solução de aceitar refugiados não resolve o problema. A questão reside na origem. É aí que a Europa deve atuar, gastando os mesmos milhões na promoção social desses povos.

  2. Se houvessem mais dirigentes europeus como o Matteo Salvinni o problema dos migrantes já tinha sido resolvido, nas origens respectivas. E o negócio dos traficantes de seres humanos já tinha acabado. Mas infelizmente não existem políticos honestos.

  3. É preciso ter coragem para acabar com este escândalo! Os países “emissores” nunca foram responsabilizados, ninguém fala deles e dos seus dirigentes enquanto que os europeus com os seus descontos e impostos cada vez mais pesados vão sustentando esta cambada toda, pois nem todos fogem dos “milhões” guerras onde passam o tempo, nem sequer gente de boa-fé! Esta invasão tem de ter um fim. Até há umas décadas justificadamente ou injustificadamente, pois nem todos os casos são idênticos, exigiam independências muitas vezes com motivações racistas à mistura e de outras tretas do tipo para no fim de contas, se virarem maciçamente para a Europa onde estão os anteriores colonizadores ocupantes e tretas do tipo para que estes paguem a parasitismo e muitas vezes marginalidade em que por cá de dedicam. Dizem que fogem do inferno e trazem-no com eles.

  4. eu tenho pena, mas ás vezes penso, então mas eles é que quiseram arriscar e pagaram boas quantias tipo como dizem 10mil ou mais para irem para a morte, então porque é que temos culpa, temos é coração e eles aproveitam-se disso, porque não se organizam como nós e são auto sustentaveis, sei lá …

  5. Finalmente leio comentários que demonstram para mim que existe algum conhecimento por parte… infelizmente apenas “algum”, porque o resto, parece andar ceguinho influenciados por politicas de interesses. Bom Natal a todos mesmo que apenas agora 😉

  6. Sempre fui de opinião que esta história de aceitar refugiados não traz nada de bom para quem os acolhe, e o que se tem visto é mais do que prova disso mesmo. Abusos, crimes, atentados e outras barbaridades perpetradas por refugiados, não é que já não houvesse “problemas” na Europa mas com a chegada deles só aumentaram. Se queriam impedir a vinda dos refugiados e não deixar que eles morressem à mingua no mar é bem simples. Podia-se acolhê-los em navios, alimentá-los e cuidar o melhor possível e ir deixá-los o mais próximo possível do país de origem nos barcos que eles vieram ou em barcos insufláveis. Se fizessem isso duvido que voltassem a tentar. É triste mas nós já temos problemas bastantes por cá, não precisamos de mais e se fossemos ver de forma crítica duvido que eles fizessem por nós o mesmo que estamos fazendo por eles ainda mais pondo em risco a nossa segurança e tendo custos acrescidos por isso. Não os vejo gratos por nada, pelo contrário, muitos exigem mais e melhores condições. Trazer os problemas dos outros para dentro de casa não só não resolve os problemas deles como só agrava os nossos próprios problemas. Se querem ajudar que intervenham no conflito e deem condições para que eles possam prosperar na sua terra natal. Quero ver onde vão “enfiar” tantos milhões e como os vão sustentar, se isto não parar a Europa estará em pouco tempo à beira de uma crise humanitária que se associada a uma previsível crise económica irá por certo trazer um cenário muito muito feio. Quero ver o que vão fazer quando não tiverem comida pra dar aos refugiados, acham que eles se vão deixar morrer à fome?… vão fazer o que for preciso pra sobreviver, quer seja roubar ou matar, é a lei da sobrevivência. Alguns deles já matam sem terem motivo ou necessidade, se houver necessidade vai ser uma festa.
    Ajudar não implica necessariamente prejudicar-nos a nós mesmos ou colocar os nossos em perigo, extremismo é moda em tudo, as pessoas perderam a capacidade de raciocinar e vivem no 8 ou no 80, “se é pra ajudar bora ajudar nem que pra isso traga criminosos pra dentro de “casa””, perderam o instinto de auto-preservação ou ficaram burros sei lá! Tenho todo gosto em ajudar desde o momento que isso não ponha em risco a segurança das pessoas que prezo.

  7. Sempre fui de opinião que esta história de aceitar refugiados não traz nada de bom para quem os acolhe, e o que se tem visto é mais do que prova disso mesmo. Abusos, crimes, atentados e outras barbaridades perpetradas por refugiados, não é que já não houvesse “problemas” na Europa mas com a chegada deles só aumentaram. Se queriam impedir a vinda dos refugiados e não deixar que eles morressem à mingua no mar é bem simples. Podia-se acolhê-los em navios, alimentá-los e cuidar o melhor possível e ir deixá-los o mais próximo possível do país de origem nos barcos que eles vieram ou em barcos insufláveis. Se fizessem isso duvido que voltassem a tentar. É triste mas nós já temos problemas bastantes por cá, não precisamos de mais e se fossemos ver de forma crítica duvido que eles fizessem por nós o mesmo que estamos fazendo por eles ainda mais pondo em risco a nossa segurança e tendo custos acrescidos por isso. Não os vejo gratos por nada, pelo contrário, muitos exigem mais e melhores condições. Trazer os problemas dos outros para dentro de casa não só não resolve os problemas deles como só agrava os nossos próprios problemas. Se querem ajudar que intervenham no conflito e deem condições para que eles possam prosperar na sua terra natal. Quero ver onde vão “enfiar” tantos milhões e como os vão sustentar, se isto não parar a Europa estará em pouco tempo à beira de uma crise humanitária que se associada a uma previsível crise económica irá por certo trazer um cenário muito muito feio. Quero ver o que vão fazer quando não tiverem comida pra dar aos refugiados, acham que eles se vão deixar morrer à fome?… vão fazer o que for preciso pra sobreviver, quer seja roubar ou matar, é a lei da sobrevivência. Alguns deles já matam sem terem motivo ou necessidade, se houver necessidade vai ser uma festa.
    Ajudar não implica necessariamente prejudicar-nos a nós mesmos ou colocar os nossos em perigo, extremismo é moda em tudo, as pessoas perderam a capacidade de raciocinar e vivem no 8 ou no 80, “se é pra ajudar bora ajudar nem que pra isso traga criminosos pra dentro de “casa””, perderam o instinto de auto-preservação ou ficaram burros sei lá! Tenho todo gosto em ajudar desde o momento que isso não ponha em risco a segurança das pessoas que prezo…

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