Falta de preservativos dificulta cumprimento dos objetivos do milénio na Venezuela

juliocesarmesa / Flickr

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A escassez de preservativos está a afetar os programas de prevenção da SIDA na Venezuela, e poderá comprometer as metas do milénio de combate à epidemia e à gravidez precoce, alertou sexta-feira o presidente da organização não-governamental StopVIH.

“Sem um preservativo, não podemos fazer nada. (…) A Venezuela apresentou o terceiro maior índice de infeções por HIV por habitante da América do Sul, segundo dados da Organização das Nações Unidas no relatório correspondente ao ano de 2013, e tem uma das taxas de gravidez em adolescentes mais altas do continente”, disse.

Segundo Jhonatan Rodríguez a falta de preservativos afeta as campanhas oficiais e particulares para prevenir o contágio da doença, porque impedem que seja colocada em prática uma das recomendações mais importantes, a da prevenção.

Para ajudar os jovens a saber mais sobre o vírus da SIDA e prevenir novas infeções, a StopVIH está a trabalha na elaboração de uma aplicação para telemóveis inteligentes e que proximamente estará disponível de forma gratuita para os sistemas Android, RIM (Blackberry) e Windows.

“A aplicação permitirá também que o nosso contributo na sociedade, em matéria de saúde, continue a crescer”, disse acrescentando que está a ser desenvolvida pela própria ONG, com a ajuda de profissionais.

Desde finais de 2014 que os preservativos desapareceram das prateleiras das farmácias e outros estabelecimentos comerciais do país.

As empresas queixam-se de dificuldades no acesso a dólares para proceder à importação, na sequência do sistema de controlo cambial em vigor, que impede a livre obtenção de moeda estrangeira no país, sendo necessário recorrer ao Estado para obter as autorizações.

Perante esta situação, a Stop VIH apelou ao Governo venezuelano, particularmente ao Ministério de Saúde para agilizar os procedimentos para que as empresas possam importar preservativos e “abastecer urgentemente as farmácias e os programas de prevenção de infeções por transmissão sexual”.

Na Venezuela são cada vez mais frequentes as queixas de dificuldades para conseguir produtos essenciais como alguns medicamentos, leite, óleo, café, açúcar, margarina, papel higiénico ou outros produtos básicos de higiene.

Diariamente, os supermercados registam grandes filas de clientes à procura de produtos que muitas vezes são comprados na totalidade sem chegarem a ser colocados nas prateleiras.

Alguns cidadãos recorrem frequentemente a aplicações de telefones inteligentes para saber onde chegam os produtos escassos e para avisar os amigos da sua existência em determinado sítio.

Para conseguir os produtos, os venezuelanos perdem várias horas diárias nas filas de diferentes estabelecimentos comerciais.

/Lusa

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