Cachalotes avisavam-se uns aos outros sobre caçadores no século XIX

Durante o século XIX, quando os cachalotes evoluíram para comunicarem entre si quando eram atacados por caçadores de baleias. Isto fez com que mudassem a sua estratégia de defesa com sucesso.

As baleias são criaturas bastante inteligentes. Não só têm o maior cérebro de todos os animais do planeta como os seus cérebros têm uma alta complexidade cortical. Apesar da sua inteligência avançada, no século XIX, os caçadores de baleias no Pacífico Norte por pouco não as levaram à extinção.

Um novo estudo publicado este mês na revista Biology Letters mostra que, na realidade, os cachalotes tinham noção do perigo que enfrentavam. Uma análise dos diário de bordo de caçadores de baleias recentemente digitalizados revela que a capacidade destes caçadores de arpoar cachalotes caiu drasticamente após o sucesso inicial.

A enorme cabeça e a forma distintiva do cachalote, bem como o seu papel na obra Moby Dick de Herman Melville, levaram muitos a descrever o cachalote como o arquétipo de “baleia”.

Uma explicação possível é que as capacidades dos caçadores foram-se perdendo ao longo do tempo, embora essa não pareça a razão mais lógica. Pelo contrário, os investigadores acreditam que os cachalotes avisavam uns aos outros e adaptavam o seu comportamento de forma a evitar embarcações.

Os autores do estudo analisaram os diários de bordo dos caçadores de baleias norte-americanos que operavam entre 10º e 50º no Oceano Pacífico Norte, no século XIX, escreve o Big Think.

Os investigadores descobriram que cerca de 2,4 anos após o primeiro contacto com os cachalotes, a taxa de ataque dos caçadores caiu 58%.

Inicialmente, os cachalotes defendiam-se como se defendem contra o seu único predador conhecido: as orcas. Eles formavam círculos defensivos e usavam as caudas para tentar afastar os atacantes. No entanto, isto não oferecia resistência aos arpões usados pelos marinheiros.

Posteriormente, a estratégia mudou. Estes cetáceos começaram a nadar contra o vento para longe dos navios baleeiros, uma manobra que se revelou eficaz.

Os próprios caçadores perceberam os esforços das baleias para escapar. Eles viram que os animais pareciam comunicar a ameaça dentro dos seus grupos.

“Esta foi uma evolução cultural, demasiado rápida para ser uma evolução genética”, explicou o coautor Hal Whitehead em declarações ao jornal britânico The Guardian.

Infelizmente, as embarcações, equipamentos e estratégias modernas não eram tão fáceis de escapar, e as populações de baleias foram severamente reduzidas durante o século XX.

  Daniel Costa, ZAP //

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