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Tecnologia chinesa pode neutralizar completamente porta-aviões norte-americanos

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Nathan Burke / U.S. Navy

Os porta-aviões da classe “Nimitz” USS John C. Stennis (CVN 74) e USS Ronald Reagan (CVN 76) da 7ª Frota de Ataque da Marinha dos Estados Unidos, com os seus grupos de escolta

A China desenvolveu um conjunto de novas tecnologias com potencial para neutralizar completamente porta-aviões dos Estados Unidos (EUA), símbolos da supremacia militar norte-americana desde o fim da Segunda Guerra mundial.

Segundo um artigo do Confidencial publicado recentemente, caso essas tecnologias funcionem como a China afirma, Taiwan não poderá contar com o apoio desses navios norte-americanos numa invasão chinesa. Quem o diz é o investigador Timothy Heath, da RAND Corporation, um ‘think tank’ ao serviço das forças armadas dos EUA.

No relatório Task & Purpose sobre análise militar e estratégia, o especialista referiu que as possibilidades de um porta-aviões norte-americano sobreviver a uma batalha perto de Taiwan desaparecem caso as tecnologias funcionem como afirmam os estudos chineses.

A única hipótese, indicou, era o porta-aviões se esconder dos sensores chineses, cujos radares podem colocá-lo na mira de armas difíceis de intercetar. Contudo, essa possibilidade tem vindo a desaparecer devido à tecnologia com a qual a China consegue agora localizar esses navios em todo o mundo, em tempo real.

Um grupo de investigadores chineses já havia avançado que um novo sistema de inteligência artificial inserido num satélite espião identificou e seguiu o USS Harry S. Truman, mesmo através de nuvens densas.

Até há pouco tempo, disse Heat, o exército chinês tinha de analisar dezenas de milhares de fotografias a fim de localizar os vários porta-aviões norte-americanos. O processo demorava tanto tempo que, quando terminavam, já aqueles se tinham deslocado. Agora, podem rastreá-los em tempo real.

De acordo com Heath, assim que tiver essa informação, a China será capaz de lançar mísseis de cruzeiro de longo alcance – que podem alcançar até 2.500 quilómetros – para afundar os porta-aviões.

“Penso que todos compreendemos que o futuro campo de batalha vai ser muito transparente” devido à “proliferação de satélites” e à Inteligência Artificial, ficando “cada vez mais difícil a embarcações se esconderem”, afirmou.

Além disso, continuou, com mísseis hipersónicos de alcance praticamente ilimitado, a distância em breve deixará de importar.

Heath e outros especialistas argumentam que os porta-aviões estão a ficar ultrapassados e que os EUA deviam investir em submarinos nucleares, posição da qual discordam outros peritos, como é o caso de oficiais da Marinha. Segundo estes, os chineses não serão capazes de atualizar as posições dos porta-aviões com rapidez e precisão suficientes para atingir alvos a longa distância.

  ZAP //

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