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Sucesso no tratamento de tumores ósseos em crianças superior a 70 por cento

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MorgueFile

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O tratamento de tumores ósseos malignos em crianças apresenta hoje, em Portugal, uma taxa de sucesso na casa dos 73 por cento, disse o diretor do serviço de ortopedia Pediátrica do Centro Hospital e Universitário de Coimbra (CHUC).

Segundo Gabriel Matos explicou à agência Lusa, a percentagem de sobrevida coloca Portugal no pelotão da frente dos países europeus com melhores resultados no tratamento da doença.

Não sendo o tipo de doença oncológica mais frequente em crianças e adolescentes – representa apenas cerca de 10 por cento -, de acordo com o responsável médico, os tumores ósseos primitivos manifestam-se anualmente em cerca de 20 a 25 pessoas.

“Desde o fim da década de 1990 que a taxa de sucesso no tratamento destes tumores anda entre os 70 e 80% e não tem passado daí, o que é um avanço muito grande comparativamente ao final da década de 1970″, sublinhou.

No futuro, Gabriel Matos antevê uma evolução dos tratamentos através de terapias moleculares direcionadas e reconstrução de tecidos moles que ficam, por vezes, também afetados.

No entanto, alertou para a necessidade dos diagnósticos serem cada vez mais precoces e dos doentes serem encaminhados para tratamentos em centros de referência com experiência neste tipo de tumores.

O serviço de ortopedia do Hospital Pediátrico de Coimbra, que integra o CHUC, chefiado por Gabriel Matos, é um centro de referência nacional no tratamento dos tumores ósseos malignos, recebendo doentes de todo o país e também de Cabo Verde e Angola.

“Somos um centro diferenciado e reconhecido pelos nossos pares, que leva a que hospitais de todo o país, do Norte ao Algarve, encaminhem doentes para esta unidade, como acontece, por exemplo, com o IPO do Porto, com quem temos um protocolo”, explicou o médico.

Na terça-feira, o serviço de ortopedia do CHUC realiza o simpósio “100 tumores ósseos malignos no Hospital Pediátrico de Coimbra” para celebrar a “marca histórica de 100 crianças tratadas por patologia oncológica musculo-esquelética”.

/Lusa

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