A Salmonella encontrou uma forma de evitar ser lavada das nossas saladas

Algumas estirpes de bactérias Salmonella encontraram uma forma de fugir às defesas das plantas e de se infiltrar nas suas folhas: uma estratégia que é eficaz o suficiente para protegê-las quando estas são lavadas para consumo.

De acordo com o site Science Alert, esta estratégia acontece através dos estômatos, pequenos orifícios nas folhas das plantas que abrem e fecham naturalmente para permitir que estas arrefeçam e respirem.

A equipa de cientistas responsável pelo estudo, publicado na revista científica Frontiers in Microbiology, passou por um processo minuciosamente detalhado para estudar como os estômatos dos espinafres e da alface respondiam aos patógenos da Salmonella, Listeria e Escherichia coli, os quais podem infetar as plantas sem deixar vestígios.

Foi assim que o método de ataque da Salmonella foi descoberto, e isso tem implicações em como a nossa comida pode ser protegida no futuro – tanto no cultivo como no processamento para venda e alimentação.

“A novidade é como as bactérias não hospedeiras estão a evoluir para contornar a resposta imunitária das plantas. São realmente oportunistas. Quando vemos estas interações incomuns, é aí que começa a ficar complexo”, declarou o biólogo Harsh Bais, da Universidade de Delaware, nos Estados Unidos.

“Agora, temos um patógeno humano a tentar fazer o que os patógenos vegetais fazem. E isso é assustador“, acrescenta.

A lavagem e até tratamentos químicos não conseguem limpar as bactérias que já chegaram às folhas de uma planta. Quando se trata de agricultura vertical, as infeções podem espalhar-se facilmente pelos sistemas de água e pelo toque humano.

Porém, há esperança – e se entendermos melhor as ameaças, podemos protegê-las melhor. Controles biológicos e rígidos controles de segurança para sistemas de irrigação e limpeza podem ser adaptados para manter os nossos alimentos em segurança, destaca a equipa.

ZAP ZAP //

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5 COMENTÁRIOS

  1. Mas toda essa investigação custa muitos milhões de €€€, por isso, penso que não vai ser fácil a aplicação de “Controles biológicos e rígidos controles de segurança para sistemas de irrigação e limpeza podem ser adaptados para manter os nossos alimentos em segurança”…

  2. “Controles biológicos e rígidos controles de segurança para sistemas de irrigação…”

    “controle” não existe em Português. A forma correta é “controlo”.
    É lamentável que os jornalistas não saibam escrever na Língua Mãe!

    • con·tro·le
      (francês contrôle)
      nome masculino
      1. Vigilância, exame minucioso.
      2. Inspecção, fiscalização, comprovação.
      3. Lugar onde se faz a verificação de alguma coisa.
      4. Domínio.
      5. Acto de dirigir um serviço orientando-o do modo mais conveniente.
      Sinónimo Geral: CONTROLO
      controle“, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa

    • Se o senhor não fosse agressivo, prepotente e até ofensivo, escusava de receber uma resposta seca que é um verdadeiro “atestado” de estupidez, ignorância e incapacidade.
      É lamentável quando um jornalista não se defende, como foi o caso, educadamente.
      Parabéns ZAP.

  3. Errei, o que reconheço, pelo que não respondi ao comentário do jornalista, que foi assertivo e educado na resposta. Devia ter verificado nos dicionários atuais, o que não fiz, pelo que me penalizo.
    Os “mimos” que me deixou são próprios de alguém que nunca se enganou. Ainda bem.

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