Nota artística: Deus grande para o Sporting, Deus menor para o Nacional

Tantas semelhanças entre Sporting e Nacional… A equipa visitada tem mais pontos do que todos os adversários; a equipa visitante tem menos pontos do que todos os adversários. O treinador da equipa visitada já esteve presente em 30 ou 40 jogos da primeira divisão; o treinador da equipa visitante já esteve presente em 300 ou 400 jogos da primeira divisão (mais ou menos). Rúben apresenta um discurso simples, por vezes repetitivo; Manuel apresenta um discurso erudito, por vezes difícil de compreender. Às vezes até parecem almas gémeas.

Na baliza do Sporting eis o Max que não é madeirense. A última vez que eu vi aquele jovem Maximiano a iniciar um jogo da equipa principal, no campeonato, foi na época passada. O Sán Garrido está castigado e Max aproveitou. Já tinhas saudades, calculo.

Noutros tempos, as pessoas entravam nas bancadas dos estádios. Agora ficam no parque de estacionamento de Alvalade a cantar e a tocar tambores, durante o jogo. É para lembrar a festa madeirense do outro Max.

Noutros tempos, Rúben Micael era companheiro de equipa, jogava ao lado de Rúben Amorim, agora treinador adversário. Aquele meio-campo, todo ele português e todo ele forte, composto por Custódio, Rúben Amorim, Rúben Micael e Hugo Viana. Tantas ligações a Alvalade, entre esses bons médios do Sporting de Braga. Nessa equipa jogava um tal Éder. Não conheço.

E essa equipa, se não me engano, cometia menos faltas do que a atual do Micael. Em Alvalade, ainda na primeira parte, já contabilizávamos umas 20 faltas, quase todas cometidas pelo Nacional. A culpa é dos deuses. Já lá vamos.

João Camacho até foi o primeiro homem a criar perigo; e o Nacional poderia ter marcado aí. Mas depois foi o Sporting quem mandou no jogo e apareceu mais e com mais perigo na área contrária. Paulinho até marcou mas a jogada foi anulada. Foi curioso ver a reação do internacional português, que sabia que não estava em fora-de-jogo. Perguntou a quem fez a assistência, Pedro Gonçalves: “Estavas em fora-de-jogo?”. Pote encolheu os ombros: “Sei lá, nunca sei”.

Teste. Som. Um, dois. Sim, lá de Oeiras confirmam pelo microfone que Pedro Gonçalves estava em posição irregular.

No segundo tempo, registei um momento de particular tristeza. Ibrahim Alhassan, quando percebeu que iria ser expulso, também percebeu que iria dificultar a tarefa do Nacional neste jogo e neste campeonato.

Ora bem, zero golos aos 80 minutos… Está na altura de o Sporting resolver isto. Pois claro: primeiro Feddal, com assistência de Jovane Cabral, e depois o próprio Jovane Cabral, que entrou para ser o protagonista deste jogo (mais um) decisivo.

Vamos ouvir os discursos. Primeiro, o mais simples: Rúben Amorim voltou a dar os parabéns aos “miúdos”. Aos miúdos Adán (que desta vez não esteve em campo mas costuma estar), Neto, Coates, Feddal, Palhinha, João Mário (que também não jogou), Nuno Santos, Paulinho… Quais miúdos? Podes falar dos miúdos da casa Nuno Mendes, de Daniel Bragança e de Tiago Tomás. Ou de Jovane, às vezes. Mas quem costuma jogar pelo Sporting, nesta temporada, não são propriamente iniciantes. Até há gente com experiência em dois dos grandes clubes europeus, há gente campeã europeia. Miúdos… Retiremos essa ideia generalizada.

Lá vem Manuel Machado escrever uma carta: “Foi uma partida dentro dos parâmetros que eram supostos”. Ei. Que categoria. Mais? “Um ou outro momento aos quais o nosso guarda-redes respondeu com competência”. Mais? “Aproveito para dar um pequeno subsídio a quem nomeia“. Ei lá… O que vem aí? “Eu leio na medida em que, de facto, uns são filhos de um Deus grande, outros são filhos de um Deus menor“.
Ui. Falares em Deus no meio disto…?

Nas últimas 12 jornadas o Nacional poderia ter acumulado 36 pontos e conseguiu…três. Que vos valhe…algum Deus?

  Nuno Teixeira, ZAP //

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