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Uma mulher que vestia uma camisola estampada com uma capa da revista satírica francesa Charlie Hebdo foi ferida levemente com arma branca no domingo em Hyde Park, em Londres, informou a polícia, que pediu colaboração para encontrar o autor do ataque.

“A polícia recebeu uma ligação dos serviços de resgate às 15h34 de domingo por uma agressão em Speaker’s Corner”, em Hyde Park, explicou a polícia da capital em nota no domingo à noite.

“Os polícias que visitaram o local encontraram uma mulher de 39 anos com um corte pequeno na cabeça”, acrescentou.

Em vídeos partilhados nas redes sociais, uma pessoa vestida de preto aproxima-se de uma mulher com uma camisola que tinha estampado o desenho de uma capa da revista satírica Charlie Hebdo.

Em seguida, a mulher aparece com a cabeça a sangrar, sendo atendida por agentes de uma carrinha policial que se encontrava ali perto, conta o The Guardian.

Segundo a polícia, a mulher atacada em Londres “foi atendida ali mesmo e depois foi levada a um hospital do centro de Londres”. A vítima não corre perigo, segundo o corpo de segurança.

A polícia afirmou que encontrou uma faca perto da cena do crime e fez uma convocação para pedir a colaboração de eventuais testemunhas. Entretanto, pediu que se evitem “especulações sobre o motivo do ataque”.

“Estamos nas primeiras fases da investigação e estamos a trabalhar para encontrarmos o responsável”, insistiu.

O massacre do Charlie Hebdo gerou um intenso debate sobre a liberdade de expressão em França. A revista foi alvo de um ataque a 7 de janeiro de 2015, na sua sede no centro de Paris, depois de publicar caricaturas do profeta Maomé. Os autores do ataque, os irmãos Kouachi, mataram 12 pessoas e depois fugiram.

Em setembro de 2020, a revista reeditou as caricaturas do profeta, que causaram indignação entre a comunidade muçulmana.

Três semanas depois, um paquistanês feriu duas pessoas com uma faca em frente à antiga sede da revista.

Em outubro do mesmo ano, um jovem checheno decapitou um professor de ensino médio que mostrou algumas das caricaturas aos seus alunos numa aula sobre liberdade de expressão.

ZAP // AFP