Governo vai contratar mil novos técnicos superiores para a Administração Pública

Miguel A. Lopes / Lusa

O Governo vai contratar este ano mil novos técnicos superiores para a Administração Pública, visando reforçar os serviços que se dedicam à conceção, planeamento, monitorização e avaliação de políticas públicas, anunciou o Ministério das Finanças.

“O Ministro das Finanças aprovou o contingente para o mapa anual global consolidado de recrutamentos autorizados para a Administração Pública, que prevê a contratação de 1.000 novos técnicos superiores em 2019”, indica um comunicado do gabinete do ministro.

Este mapa corresponde às prioridades de recrutamento e pretende revitalizar o corpo técnico da Administração Pública, reforçando através de novos trabalhadores com formação académica superior os órgãos ou serviços que, nas diversas áreas governativas, se dedicam à conceção, planeamento, monitorização e avaliação de políticas públicas”, acrescenta a nota.

Neste âmbito, serão dotados dos meios necessários os centros de competências, nomeadamente os já criados nas áreas jurídica e das competências digitais. A estes centros caberá dar apoio técnico às áreas governativas e prestar “serviços transversais à Administração Pública”.

O objetivo é racionalizar mais a gestão laboral, potenciando os recursos existentes e reduzindo os custos, nomeadamente na contratação externa de serviços. No entanto, este mapa “não esgota o recrutamento de trabalhadores destinados a satisfazer as necessidades da Administração Pública”, salvaguarda a tutela, adiantando que para além dos limites fixados, “poderão ocorrer outros recrutamentos em casos excecionais, devidamente fundamentados”.

Poderá ainda haver lugar a recrutamentos para carreiras do pessoal docente – ensino básico e secundário e educadores de infância -, que obedece a um calendário e regras próprias, bem como para as carreiras docentes do ensino superior, abrangidas por regras específicas, adianta.

Como há necessidades comuns a várias entidades, a Direção-Geral da Qualificação dos Trabalhadores em Funções Públicas — INA vai abrir um concurso de recrutamento centralizado, através da utilização preferencial de meios eletrónicos.

“Esta decisão de recrutamento centralizado não só garante a racionalização de meios e a subsequente capacitação inicial dos trabalhadores, como assegura a simplificação, agilização e transparência do processo”, permitindo ainda “aplicar os métodos de seleção de forma mais uniforme”, justifica o comunicado.

Com esta medida, o Governo não só está a cumprir “o que consta no respetivo programa”, como também o disposto na Lei do Orçamento de Estado para 2019, “apostando no rejuvenescimento e na capacitação da Administração Pública”, acrescenta.

Lusa // Lusa

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10 COMENTÁRIOS

  1. Ora aí está “técnicos superiores”.
    Viva a função Pública.
    Tudo Especialistas. Paga Camelo a mais familiares e Boys…

  2. Se for como um certo concurso para o MNE, publicado a 1 de Setembro de 2017 e que ainda nem teve conclusão (!!!???), esta medida é “areia para os olhos”! Tretas!!!!!

  3. Em primeiro lugar… que o critério seja a competência!!! Em segundo lugar… que por cada “técnico superior” sejam dispensados “3 técnicos inferiores”, ou seja, e sem qualquer desprimor, daquelas pessoas que não servem para nada, e que infelizmente são muitas!

  4. Tanto comentário ignorante… Ao menos informem-se antes de falar para não fazer figuras…
    De uma maneira muito simples um técnico superior é qualquer funcionário que tenha curso superior como (como os professores, médicos, enfermeiros, etc…) mas que não estão em carreiras especificas. Os outros são assistentes técnicos ou assistentes operacionais, mas também existem centenas de licenciados nestas categorias a desempenhar funções de técnicos superiores mas que não ganham para tal… Se tiver mestrado ou doutoramento é igual, não ganha mais por isso nem evolui na carreira… Um técnico superior começa a ganhar 900€ brutos, eu sou técnico superior há 20 anos e ganho 930€ limpos. Faço horas extras sem receber, tenho de trabalhar aos FDS quando é preciso e tenho funções de responsabilidade. Neste momento estamos reduzidos a 1/3 dos funcionários e o trabalho tem de ser feito na mesma! Já pararam para pensar nisso?
    Sim, tenho ADSE e desconto uma bela soma por mês para estar 1 ano à espera de 20€ de reembolso de uma consulta de 80€, tão bom… Medicina no trabalho não existe, mesmo que tenha funções de risco, no privado é obrigatório.
    Há muitos concursos para funcionários públicos que ficam sem candidatos, se acham que isto é tão bom candidatem-se e venham ver como se vive bem por aqui, serão bem vindos!

    • Não vi nenhum comentário ignorante! E sei perfeitamente o que é um “técnico superior”. E todo esse arrazoado sobre as injustiças que está a sofrer é completamente desnecessário! E uma coisa são as habilitações necessárias para ser “técnico superior”, outra coisa é o que um “técnico superior” efectivamente faz!!! E será que em muitos casos é preciso licenciatura, ou doutoramento, ou qualquer outra qualificação para se fazer o que de facto se faz??? Há muita falta de pessoas que de facto saibam fazer, e com inteligência, tenham ou não muitos diplomas. E se está tão descontente com o seu salário, se está tão infeliz com a sua vida, e ao fim de 20 anos ainda não conseguiu arranjar melhor??? Há qualquer coisa no seu discurso… que não bate certo!

      • analise correctissima. E digo eu que fui chefe de repartição e depois reclassificaram-me em tecnico superior

    • isso é parte da verdade. Conheço alguns em serviços públicos quer foram integrados em carreiras de tecnico superior ( na mobilidade inter carreiras a lei preve isso)…só que não fazem, nem nunca fizeram trabalho espacializado de tecnico superior. Apenas uma ou outra tarefa administrativa e pouco mais…mas licenciaram pos maiores de 25 e são amigos do dirigentes. Alias há serviços publicos em que os directores não percebem nada de administração publica, Mas ganham uma eleição para o cargo e passam a ser os detentores de todo o saber.Se de facto o estado precisas de tecnicos superiores…e acredito que sim…. abra concursos publicos e diga quais as licenciaturas exigidas e não tipo ” uma licenciatura adequada…” e depois o “juri” que decida.A parte isso, acho que há T superiores muito mal pagos e outros demasiado bem pagos….

  5. Sinceramente, desejo que se faça a decida justiça na Administração Pública. Muitos são os funcionários com Licenciatura, pós graduações… tem a categoria de assistentes técnicos e ganham como tal. Um absurdo!! Que se dê prioridade aos da casa! Pouparam em diversos factores.
    Muitos são os quem tem, posição de chefia, coordenação e nem o secundário possuem e os licenciados existentes são os assistentes tecnicos ou até mesmo assistentes operacionais!! Haja justiça na Administração Pública

  6. E gente para limpar o mato nas florestas públicas? Ou para remover o amianto em milhares de prédios públicos? E a falta de pessoal, que não precisa ser licenciado, nas lojas do cidadão, segurança social, etc. O rico socialismo que só alimenta técnicos superiores para mexer em papelada.

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