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Vírus da SIDA surgiu em Kinshasa há 100 anos

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United Nations Photo / Flickr

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A SIDA surgiu nos anos 20 do século passado, em Kinshasa, actual República Democrática do Congo, conclui um estudo de uma equipa de investigadores da Universidade de Lovaina, na Bélgica.

O estudo, publicado esta quinta-feira na revista Science sob o título “The early spread and epidemic ignition of HIV-1 in human populations”, vem provar que o primeiro vírus conhecido da Sida, o HIV-1, surgiu no antigo Congo Belga, uma novidade em relação a todos os estudos sobre a epidemia.

Realizado por uma equipa da qual faziam parte os investigadores portugueses Nuno Faria, da Universidade de Oxford, e João Sousa, da Universidade Católica de Lovaina, o estudo fez a análise genética de centenas de amostras de vírus (filogenética), tendo conseguindo provar, perante outras hipóteses em África, que foi em Kinshasa que tudo começou, há quase um século.

joao-dinis-de-sousa / LinkedIn

João Sousa, investigador da Universidade Católica de Lovaina, na Bélgica

João Sousa, investigador da Universidade Católica de Lovaina, na Bélgica

João Sousa, também ligado ao Instituto de Higiene e Medicina Tropical da Universidade Nova de Lisboa, explicou à Lusa que se conseguiu provar em definitivo com este estudo que o vírus de Kinshasa é o mais antigo.

Apesar de o vírus ter origem em chimpanzés dos Camarões, de um tipo que não há no Congo, terá passado para os humanos em algum episódio de caça e teria chegado a Kinshasa num ser humano, explicou João Sousa,

O investigador, que para o artigo fez a pesquisa dos factores de risco, é de opinião de que as doenças sexualmente transmissíveis, como a sífilis, que na altura grassava em Kinshasa, terão ajudado muito a propagar o HIV-1.

O antigo Congo Belga tornou-se independente em 1960. Logo a seguir, imigrantes do Haiti, nomeadamente professores, foram destacados para o Congo, pela ONU, para ajudar no desenvolvimento do país.

Esses profissionais estiveram sobretudo em Kinshasa, onde alguns terão sido infectados, conta João Sousa.

O investigador explica que no regresso a casa estes imigrantes levaram com eles o vírus.

“No Haiti o vírus propagou-se” e, em finais dos anos 60 e início dos anos 70, a grande indústria local de turismo sexual, especialmente procurada pela comunidade homossexual dos Estados Unidos, levou a que os primeiros casos da doença tenham sido reportados junto de homossexuais norte-americanos.

As explicações de João Sousa são suportadas em análises genéticas de vírus recolhidas no Haiti e na informação que está “escondida” no material genético.

“Desde que se começou a desenvolver em Kinshasa até ser descoberto nos Estados Unidos, o vírus não deixou de se propagar”, afirma o investigador.

Nos anos 80 teria já infectado centenas de milhares de pessoas. Quando surgiu nos Estados Unidos, os meios de diagnóstico eram mais sofisticados, lembra o investigador, segundo o qual o trabalho de investigação vai continuar.

João Sousa admite que se possa um dia descobrir que o vírus afinal surgiu antes dos anos 20.

Mas para já, provou-se que começou em Kinshasa, há quase um século.

ZAP / Lusa

1 Comment

  1. Tudo mentiras e propaganda para camuflar a criação do vírus da imuno deficiência adquirida, num “qualquer” laboratório da Elite, a mesma que tem algumas dezenas de corporações que detêm umas centenas de agências sob as suas ordens para criação de técnicas de controlo e manipulação mental..
    Vírus são quase brincadeira de crianças para aqueles que usam pandemias, a propaganda do terror/medo, a fraca mentalidade indoutrinada pelo sistema de ensino, monetario-capitalista de consumo desenfreado pois sem o mesmo a “economia” não sobrevive, e não sobrevive também o mercado das grandes farmacêuticas que precisam desta pequena/grande brincadeira para com os números que, Nós todos somos para a dita ‘Elite’, a SIDA tem curas naturais (com base em vitamina C entre outras.. Venham-me prender por isto) mas é actualmente proibido sequer divulgar as mesmas sob ameaça de sanções politico-judiciais.. Enfim, a população anda a dormir para a vida e a informação só não salta à vista porque não pode, é-nos esfregada directamente no cerebelo ali na parte traseira da massa encefálica… …e nem assim o povo chega “lá”.. Um bem haja para todos, sejam paz.. Paz

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