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UE dá 320 milhões de euros à UNICEF

UNICEF Ethiopia / Flickr

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A União Europeia (UE) anunciou hoje ter prometido 320 milhões de euros ao fundo da ONU para a Infância (UNICEF) para lutar contra as doenças infecciosas e subnutrição das mulheres em 15 países em desenvolvimento.

Este financiamento acontece no quadro dos esforços para cumprir os objetivos do milénio para o desenvolvimento da ONU, sublinhou o comissário europeu para o Desenvolvimento, Andris Pielbags, perante o conselho de administração da UNICEF.

“Há muito a fazer, antes da data limite de 2015, para atingir os objectivos do milénio e estes projetos vão ajudar-nos a avançar”, declarou.

A mortalidade infantil regrediu para metade desde 1990, mas 18 mil crianças, com menos de cinco anos, morrem todos os dias de doenças infecciosas evitáveis.

De acordo com a UNICEF, o objectivo da ONU para 2015 – reduzir esta mortalidade em dois terços – não será atingido, a manter-se o ritmo actual, antes de 2028.

Pielbags e o director executivo da UNICEF, Anthony Lake, falaram também da situação humanitária na República Centro-Africana (RCA), que Lake visitou em Janeiro.

“As crianças da RCA precisam desesperadamente de protecção e apoio (…) devemos redobrar urgentemente os esforços neste país”, afirmou o responsável da UNICEF.

Na sexta-feira passada, à margem de uma cimeira da União Africana (UA), em Addis Abeba, a UE prometeu mais 45 milhões de euros para ajudar a República Centro-Africana a sair da crise.

A UE já desbloqueou 150 milhões de euros para a RCA e aprovou o destacamento de uma força europeia de cerca de 500 homens no país.

Vinte e cinco milhões destinam-se a apoiar a força da UA na República Centro-Africana (MISCA), e os restantes para o processo político destinado a pôr fim à crise no país.

A RCA, país com 4,5 milhões de habitantes, entrou numa espiral de violência intercomunitária e inter-religiosa desde o golpe de Estado de Março de 2013 realizado pela coligação rebelde Séléka, dirigida por Michel Djotodia e com origem na minoria muçulmana, que afastou do poder o presidente François Bozizé.

Djotodia tornou-se o primeiro presidente muçulmano deste país, maioritariamente cristão, mas demitiu-se no passado dia 10 de Janeiro por pressão internacional por não conseguir travar os confrontos entre cristãos e muçulmanos.

/Lusa

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