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Portugal vai ser o primeiro país a receber avaliação do CDC ao plano do Ébola

CDC

Sede do CDC - Centers for Disease Control and Prevention, em Atlanta, Estados Unidos

Sede do CDC – Centers for Disease Control and Prevention, em Atlanta, Estados Unidos

Portugal vai ser o primeiro país a receber uma avaliação externa por peritos do CDC, o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças de Atlanta, nos  Estados Unidos, ao plano de preparação contra o Ébola, revelou o diretor-geral da Saúde, Francisco George.

Francisco George soube desta avaliação durante uma reunião em que participou, na sexta-feira, na Casa Branca, a qual juntou ministros e especialistas de 40 países para discutirem a Global Health Security Agenda, na perspetiva de controlar a epidemia de Ébola.

Na reunião participou o presidente Barak Obama, o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, e os principais governantes norte-americanos, além de dirigentes de organismos como o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) e a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Entre as várias conclusões saídas deste encontro, que foi “muito participativo”, ficou acordado que “Portugal será o primeiro país a ter uma avaliação externa, por parte de peritos do CDC Atlanta, no que diz respeito ao desenho, à formulação e à preparação do plano contra o ébola”, disse Francisco George.

Durante o encontro, adiantou o diretor-geral da Saúde, “Barack Obama focou a importância de todos os países afinarem os sistemas em torno de três eixos centrais: deteção, prevenção, resposta“.

Francisco George identificou no evento uma “sintonia no reconhecimento da importância de preparar respostas robustas no apoio aos países mais afetados, nomeadamente a Libéria, a Serra Leoa e a Guiné Conacri e também os países limítrofes que incluem Guiné-Bissau, Cabo Verde e São Tomé”.

Internamento compulsivo

O diretor-geral da Saúde revelou esta sexta-feira que as autoridades irão internar para tratamento as pessoas com critérios clínicos e epidemiológicos que as classifiquem como casos suspeitos de doença por vírus do Ébola, mesmo que essa não seja a sua vontade.

Em nome do interesse público, as autoridades irão garantir o internamento de todas as pessoas que apresentem critérios que os definam como casos suspeitos.

Estarão nesta situação as pessoas que, se tiverem estado nos últimos 21 dias num país afectado pela epidemia do vírus Ébola ou em contacto com um doente com infecção pelo vírus, e apresentar febre superior a 38ºC de início súbito.

/Lusa

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