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Nova taxa aplicada aos camionistas em França vai afetar 80% de estrangeiros

Parti socialiste / Flickr

Ségolène Royal, primeira mulher de François Hollande, com quem teve 3 filhos

Ségolène Royal

A ministra francesa da Ecologia, Ségolène Royal, afirmou que a nova taxa que vai ser aplicada aos camiões que utilizem estradas principais sem portagens vai afetar cerca de 80% de camionistas estrangeiros.

Numa sessão de controlo ao Governo na Assembleia Nacional, Royal defendeu a aplicação desta “taxa de tráfego de camiões” pelo uso de 4 mil quilómetros de autoestradas em substituição do dispositivo da ecotaxa aplicado anteriormente “por se tratar de um sistema de sentido comum”.

“É lógico” que esses camionistas, “na sua maioria em trânsito internacional”, paguem pelo uso das infraestruturas francesas e que “não seja o contribuinte francês” a arcar com essas despesas, advogou a ministra.

O executivo francês esperar arrecadar perto de 550 milhões de euros anuais através da aplicação desta taxa.

A governante referiu que o novo sistema será aplicado em vias que suportam um tráfego de mais de 2.500 camiões por dia e a veículos com mais de 3,5 toneladas.

De acordo com os números divulgados na segunda-feira, a taxa terá um valor médio de 0,13 euros por quilómetro, um valor que será superior ou inferior em função do nível de emissões do veículo e do número de eixos.

Antes da entrada em vigor da taxa, em janeiro de 2015, haverá uma fase de teste no outono, antecipou Royal.

A ecotaxa desenhada pelo anterior Governo do presidente conservador Nicolas Sarkozy, que será substituída pela nova taxa de tráfego de camiões do atual chefe do Estado, o socialista François Hollande, deveria ter permitido encaixar o dobro do montante agora previsto, destinado a financiar a construção de infraestruturas de transportes.

Para compensar essa perda, a ministra da Ecologia sugeriu a possibilidade de renegociar os contratos com as concessionárias das autoestradas portajadas para que participem “com os seus benefícios nas grandes infraestruturas do país”.

/Lusa

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