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Bloco recusa acompanhar Marcelo a Cuba

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Esquerda.Net / Flickr

A porta-voz do Bloco de Esquerda, Catarina Martins

A porta-voz do Bloco de Esquerda, Catarina Martins

O BE recusou integrar a comitiva que acompanhará o Presidente da República numa visita de Estado inédita a Cuba, sem adiantar o motivo, numa deslocação com representantes de todos os restantes grupos parlamentares.

Luis Montenegro (PSD), Idália Serrão (PS), Hélder Amaral (CDS), António Filipe (PCP) e José Luis Ferreira (PEV) são os deputados que vão acompanhar Marcelo Rebelo de Sousa nesta visita de Estado, que se realiza quarta e quinta-feira, segundo informação da Presidência da República.

Fonte oficial bloquista, contactada pela agência Lusa, confirmou que o partido foi convidado, mas não vai a Cuba, escusando-se a fazer mais comentários ou a avançar qualquer justificação para esta decisão.

O Presidente da República vai reunir-se com o chefe de Estado cubano, Raúl Castro, e poderá também encontrar-se com o líder histórico Fidel Castro.

Marcelo Rebelo de Sousa viaja para Havana na terça-feira em voos comerciais, com escala em Paris, e tem chegada à capital cubana prevista para as 20:25 (01:25 de quarta-feira na hora de Lisboa), mas o programa só começa no dia seguinte.

O chefe de Estado português foi convidado por Raúl Castro para visitar Cuba e aproveita a deslocação à Cimeira Ibero-Americana que vai decorrer entre sexta-feira e sábado, dias 28 e 29 de outubro, em Cartagena das Índias, na Colômbia, para responder agora a esse convite.

De acordo com o programa divulgado, para além da componente institucional, esta visita inédita tem também uma vertente cultural e dá especial atenção às relações económicas, incluindo o encerramento de um Fórum Empresarial Bilateral Portugal-Cuba, organizado pela Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP).

Neste momento, Cuba atravessa um processo de gradual abertura económica e recentemente retomou relações diplomáticas com os Estados Unidos, que no entanto mantêm o embargo económico e financeiro iniciado há mais de meio século.

/Lusa

5 Comments

  1. Um partido que tem um acordo parlamentar e de governo, não integrar uma comitiva seja a que país for, em visita de oficial e de Estado é no mínimo falta de sentido de Estado, ou criancice, ou imaturidade ou que seja lá o que for em termos políticos.

  2. isto é mais um passeio, onde muitos aproveitam para viajar à custa do pretoguês…
    O Rei martelo, apelidado de beijoqueiro, esse sim é que a leva direita, porque será que nunca falaram em baixar os ordenados dos políticos? Será porque ganham pouco? O meu cão governava este país com impostos e não precisava de ordenado quanto mais de passeios…

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